{"id":113546,"date":"2022-03-12T22:25:42","date_gmt":"2022-03-13T01:25:42","guid":{"rendered":"http:\/\/blitzconquista.com.br\/?p=113546"},"modified":"2022-03-12T22:36:58","modified_gmt":"2022-03-13T01:36:58","slug":"mulheres-desenredo-ou-a-procura-uma-casa-dentro-de-casa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blitzconquista.com.br\/?p=113546","title":{"rendered":"Mulheres Desenredo (ou \u00e0 procura uma Casa dentro de casa)"},"content":{"rendered":"<div class=\"pos-texto\">\n<div class=\"texto\">\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-111697\" src=\"http:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Elton-Mafua-de-Malungo.jpg\" alt=\"\" width=\"831\" height=\"154\" srcset=\"http:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Elton-Mafua-de-Malungo.jpg 831w, http:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Elton-Mafua-de-Malungo-300x56.jpg 300w, http:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Elton-Mafua-de-Malungo-695x129.jpg 695w, http:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Elton-Mafua-de-Malungo-768x142.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 831px) 100vw, 831px\" \/><\/p>\n<h2 class=\"subtitulo\" style=\"text-align: center;\">Uma hist\u00f3ria de que sofrer n\u00e3o \u00e9 em linguagem alguma<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"pos-texto\">\n<figure id=\"0\" class=\"image foto-capa img-capa-media\">\n<figure style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"\" style=\"width: 464px; height: 309px;\" src=\"https:\/\/www.conquistadefato.com.br\/images\/noticias\/13107\/29d97367028f2a3218c4601cc4d1af75.jpeg\" alt=\"Nina Simone, cantora e compositora dos EEUU\" width=\"600\" height=\"400\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Nina Simone, cantora e compositora dos EEUU<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>\u201cNo fundo, toda gente s\u00f3 queria mesmo era suspender o tempo, e, por que n\u00e3o? Voar um pouco, esse poder de gelo e asa que arte sempre tem\u201d (Aline Bei), assim se dispunha Soledade a fazer o que seu cora\u00e7\u00e3o falava. \u201cAmanh\u00e3 por esta hora\u201d, pensou Soledade, \u201cpor esta hora, por este c\u00e9u que me cobre e por este ch\u00e3o que eu piso\u201d, e obrigou-se mais uma vez \u00e0quela promessa: a promessa de que, no dia seguinte, \u00e0quela mesma hora, voaria no s\u00e9timo c\u00e9u, no c\u00e9u aberto e j\u00e1 forro de tanta canseira. \u201cHaja o que houver\u201d, falou de si consigo enquanto retirava a lou\u00e7a e atendia a tantos outros rogos dos de dentro da casa.<\/em><\/figure>\n<\/div>\n<p>A m\u00e1 sorte lhe era t\u00e3o recente e t\u00e3o presente nas horas ao longo do tempo que muitas coisas nem careciam de um nome. Tampouco de fazer esfor\u00e7o para lembrar. Para mencion\u00e1-las, bastava-lhe olhar nos seus olhos baixos, pardos e morti\u00e7os ou reparar-lhe nas m\u00e3os e na fronte deprimida. Quem a via, Soledade, esquecida em cada dia, dia ap\u00f3s dia, todos os anos?<\/p>\n<p>Segunda-feira, ter\u00e7a-feira, quarta-feira, quinta-feira e sexta-feira: caf\u00e9 com p\u00e3o, almo\u00e7o, janta, arruma\u00e7\u00e3o e varri\u00e7\u00e3o. Soledade corre, cerca, muita for\u00e7a, vai depressa, vai correndo, vai na toda, acelera, \u00e9 preciso muita for\u00e7a&#8230; Soledade marcha \u00e0s carreiras, a todo pano.<\/p>\n<p>Recolhe o que est\u00e1 fora do lugar, e ela, sozinha, organiza arm\u00e1rios e gavetas, escorre, descasca, amassa, cose, abre as cortinas para arejar, lava a lou\u00e7a ordin\u00e1ria e sanit\u00e1ria, enxuga, guarda a lou\u00e7a, n\u00e3o sem abluir todos os panos de ch\u00e3o, os panos de pia e os panos que servem para tirar poeira dos m\u00f3veis, limpa a pia da cozinha para logo depois sujar e, assim, vai sua vida, seu caminho: a piar solid\u00e3o e tristeza, piando, piando, piando&#8230;<\/p>\n<p>S\u00e1bado, ela alimpa a geladeira e o fog\u00e3o por dentro, tira gordura dos azulejos e dos rejuntes, muda os colch\u00f5es de lado, troca as toalhas, muda os estofos de cama e, com o seu desbotado avental de ganga azul, Soledade lava t\u00eanis, fronhas, len\u00e7\u00f3is, capas de almofadas, tapetes, roupas e muitas coisas que n\u00e3o figuram no monte, porque a inclus\u00e3o delas repugna \u00e0 sensibilidade da gente.<\/p>\n<p>Completamente s\u00f3, ela re\u00fane tudo de mont\u00e3o, p\u00f5e no varal para secar, dep\u00f5e o que \u00e9 preciso quarar, recolhe, mete na goma e alisa depois com o ferro de engomar, faz os reparos que precisa, apregoa e refor\u00e7a bot\u00e3o, abainha cal\u00e7a, ajusta bolsos e el\u00e1sticos, segue remendando, costurando o que a sua inquieta\u00e7\u00e3o descose anti\u00e9pica entre panelas, vassouras, baldes, detergentes, desinfetantes, lava-lou\u00e7as, esponjas, escovas, lixos, sab\u00e3o de coco e sab\u00e3o de andiroba a todo pre\u00e7o, entre a quitanda, o mercado, o querosene, as prateleiras cheinhas de latas, garrafas e fardos, a balan\u00e7a Filizola de prato antiga, tudo parado na mesma imobilidade \u2014 parado e, ao mesmo tempo, envolto num amplo sistema de um tom ir\u00f4nico.<\/p>\n<p>Domingo, n\u00e3o h\u00e1 hora ou lugar em que ou onde gostaria de ficar e gozar, em sil\u00eancio, da paz do dia santo. Soledade acorda mais cedo, vai \u00e0 igreja, prov\u00ea a refei\u00e7\u00e3o, um pouco antes e um pouco depois, serve marido no quarto enquanto ele espera o futebol na TV e n\u00e3o pode ser pelada nunca. Porque a nudez provoca sentimentos confusos no marido, salvo em algumas exce\u00e7\u00f5es em que fizeram um amor tranquilo e s\u00e3o, de serenos marido e mulher. \u201cDeus meu, isso dura mais tempo que uma dor\u201d. Deus meu, em que escritura, divina ou humana, j\u00e1 foi dado como delito pun\u00edvel amarem-se duas de suas criaturas?<\/p>\n<p>H\u00e1 tempos, Soledade convencera-se de que s\u00f3 os unia uma ilus\u00e3o que exigia dela uma doida a meter-se no servi\u00e7o na obriga\u00e7\u00e3o de todos. E, ainda, a muito custo e muito pelejar, ser expedita, loquaz, alegre, firme, desimpedida, boas-caras sempre e sem que ningu\u00e9m desse que era ela, a bem dizer, quem sustentava a casa com o que fazia cozinhando, lavando e engomando.<\/p>\n<p>E os demais da casa, o que fazem? Fazem de um argueiro um cavaleiro, porque todos se abandonam como ref\u00e9ns de suas certezas. As pessoas alarves e est\u00fapidas s\u00e3o convictas sempre. \u201cIdeia fixa? Antes um argueiro, antes uma trave nos dois olhos\u201d. Sempre brutas, as caras de r\u00e9u, de t\u00e3o feias, n\u00e3o sabem que a solid\u00e3o, para ela, \u00e9 o contr\u00e1rio da solidariedade. \u201cGente de ontem, que n\u00e3o sabe nada\u201d. Cavalos batizados, amargos demais, abra\u00e7os de menos. T\u00e9 aqueles que lhe rasgaram o ventre, quem s\u00e3o a lhe ferir os calcanhares? N\u00e3o sabem que a diferen\u00e7a entre o inferno e o c\u00e9u \u00e9 a solidariedade?<\/p>\n<p>No inferno, as pessoas t\u00eam os bra\u00e7os virados para as costas e, para comer, chafurdam-se na comida, se atolam como se estivessem em um chiqueiro de porco, lambem e chupam o ch\u00e3o da comida. No c\u00e9u, as pessoas tamb\u00e9m tem os bra\u00e7os voltados para as costas, mas, ao contr\u00e1rio do inferno, no c\u00e9u elas alimentam umas \u00e0s outras. A solid\u00e3o de Soledade nasce de dentro e se retorce. M\u00e1 sorte foi o amor que n\u00e3o reteve.<\/p>\n<p>Contudo Soledade n\u00e3o vai ter a vida dos que aceitam quaisquer coisas, nem a vida de quem vai na valsa das teimosias em ponta de faca, embarafustada.<\/p>\n<p>\u201cPalavra, sinceridade mesmo, n\u00e3o sou feliz, mas n\u00e3o sou porco, n\u00e3o sou curta como coice de porco. Amarrei meu cavalo no toco errado. Mas \u00e9 hora do perdigueiro desarrear a ca\u00e7a\u201d. Soledade quase, quase expira enquanto desvaira\u2026 A juventude foi-se com o tempo e as ilus\u00f5es com ela. Juventude que lhe deixou umas poucas carquilhas nos cantos do rosto.<\/p>\n<p>O marido se lhe dava casa e p\u00e3o, e lhe dava o castigo. O que, ao homem, parecia-lhe bastante. Aquele homem andava bem longe de ser aquilo que ela se namorou dele. Quem lhe quebrou o encanto, nunca lhe amou. Mas quem acreditaria se dissesse, arrazoad\u00edssima, as suas raz\u00f5es?<\/p>\n<p>Naquela noite, enquanto servia o jantar, Soledade aproveitou para repassar, mentalmente, o plano do dia seguinte, recontou os dinheiros que juntou pouco a pouco, \u00e0s amealhas, com a venda dos m\u00f3veis usados e que ningu\u00e9m se deu por aquilo. Se riu da tend\u00eancia ing\u00eanita, org\u00e2nica, do marido ali sentado \u00e0 frente dela: \u201ccavalo grande, besta de pau\u201d, o qual nem se deu tamb\u00e9m por uma mala com fulvas pregarias abaixo \u00e0 cama dos dois, em que se amealhava o ganho l\u00edquido. Tolice que n\u00e3o deixou de lhe ser \u00fatil!<\/p>\n<p>Naquela noite, a derradeira, o marido tomou a sopa; engoliu um comprimido, pois queixava-se de dores nas costas; exigiu a janta e abriu para o ar a sua voz \u00e1spera: \u201csopa n\u00e3o \u00e9 comida\u201d. Soledade, quase apelando para a ignor\u00e2ncia, ainda se conteve. Evitou confronto, abdicou da honradez. Simplesmente, aquela era a noite de se evitar fadigas ulteriores. N\u00e3o h\u00e1 dor que n\u00e3o receba um certo lenitivo de uma decis\u00e3o tomada com sangue no olho e com a vig\u00edlia da ins\u00f4nia cada vez mais acesa.<\/p>\n<p>Naquela noite, como de costume, ningu\u00e9m reparou nada enquanto Soledade retirava a lou\u00e7a e nem se lhe fizeram menos rogos. \u201cUm cafezinho, Soledade\u201d&#8230; \u201cUm travesseiro aqui na sala\u201d&#8230; \u201cAjeita essa televis\u00e3o aqui, Soledade\u201d&#8230; \u201cMeu rem\u00e9dio, Soledade, \u2018t\u00e1 na hora\u201d&#8230; \u201cM\u00e3e, m\u00e3e, oh m\u00e3e, t\u00e1 me ouvindo chamar n\u00e3o?\u201d&#8230; \u201cN\u00e3o lhe falei para n\u00e3o entrar no meu quarto, m\u00e3e?\u201d&#8230; \u201cM\u00e3e, minha camisa, m\u00e3e, cad\u00ea?\u201d&#8230; \u201cM\u00e3e, meu vestido, m\u00e3e?\u201d&#8230; \u201cEh, m\u00e3e, a senhora est\u00e1 com a cabe\u00e7a morando aonde, hem?\u201d&#8230; \u201cFala com esses meninos para ficarem quietos, a\u00ed, Soledade. Ningu\u00e9m pode ver um jornal sossegado?\u201d\u2026<\/p>\n<p>Naquela noite, como em outras noites incont\u00e1veis, Soledade n\u00e3o dormiu. Por\u00e9m n\u00e3o se descurou, trazia consigo cem anos de solid\u00e3o e o bastante, com certeza, para n\u00e3o resistir a tanto tempo de abandono. At\u00e9 se permitiu rir um riso traquinas na escurid\u00e3o da noite que ca\u00eda, olhava o futuro enquanto o marido dormia como um lajeado exausto. De manh\u00e3zinha, se levantou como sempre \u00e0s 5h30 da manh\u00e3.<\/p>\n<p>Antes um pouco, o marido a procurou mas, ante a inabal\u00e1vel firmeza de sua decis\u00e3o, n\u00e3o quis dar ao homem aquele pr\u00eamio. \u201cN\u00e3o! Hoje n\u00e3o&#8230; estou naqueles dias\u201d e Soledade guardou para si aquele gozo: o homem, previs\u00edvel, f\u00e1cil de manejar, como uma esp\u00e9cie de t\u00edtere. E o \u201ctonto-pasmado\u201d se virou para o outro lado da cama com cara de enjoo e algum aborrecimento. Remergulhou nos len\u00e7\u00f3is e dormiu.<\/p>\n<p>E o dia correu at\u00e9 pouco depois do meio-dia sem nenhum sobressalto para os restantes daquela casa. Soledade fez tudo como as de costume. Acompanhou quem era de estudar sair para a escola e quem era de trabalhar, para o trabalho. \u201cO que tem pra janta?\u201d, o marido quis saber. \u201cAinda n\u00e3o sei o que \u00e9, mas voc\u00ea vai ver\u201d, respondeu Soledade.<\/p>\n<p>\u00c0 hora desejad\u00edssima, foi ao banheiro, lavou-se, mudou de roupa, recolheu as sand\u00e1lias, cal\u00e7ou os sapatos, conferiu as trancas dos fundos e os ferrolhos das janelas, voltou ao banheiro, penteou os cabelos, se olhou no espelho definitiva e ningu\u00e9m sabe com que extraordin\u00e1rio requinte vestiu o cuidado de sua pessoa e mais o esmero de seu vestido estampado floral, avivado no peito por um pequeno broche de lua e estrela. Cal\u00e7ou os sapatos, e, em lugar do traje, p\u00f4s a Vida.<\/p>\n<p>Saiu de casa com a cabe\u00e7a robusta, inteira e aprumada, como um cupim de touro, mas t\u00e3o leve como se caminhasse na rua uma menina saltando do ch\u00e3o, com o cora\u00e7\u00e3o aos pinotes, com as ma\u00e7\u00e3s do rosto em fogachos l\u00edvidos, s\u00fabitos, luminosos e&#8230; para nunca mais. Apagou tudo do quadro de um dia para o outro, era uma mulher nova naquela tarde, numa revirgindade perp\u00e9tua da emo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Soledade nunca acertou o passo com a tropa. E porque um dos maiores encantos das viagens \u00e9 iniciar o regresso, Soledade tomou um \u00f4nibus para a Vida que julgava interrompida, esticou mais as pernas, se recostou no banco e debru\u00e7ou para tr\u00e1s a cabe\u00e7a. Dentro do peito, um cora\u00e7\u00e3o quase de fora, um cora\u00e7\u00e3o delirante, uma caixinha cuja chave ningu\u00e9m nunca jamais, em algum ou qualquer tempo passado ou presente, soube onde ficava, onde fica.<\/p>\n<p>Soledade saiu. Hora que volta?<br \/>\nNunca. Nunca de tarde.<br \/>\nNunca de S\u00e3o-Nunca.<br \/>\nSaiu pra n\u00e3o voltar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014 Para Dr\u00aa Gabriela Garrido, delegada titular da Delegacia Especial de Atendimento \u00e0 Mulher (Deam), em Vit\u00f3ria da Conquista, e seu imprescind\u00edvel trabalho para que as mulheres v\u00edtimas recorram \u00e0 Pol\u00edcia Civil. Mas, sobretudo, pelo seu vigor de fazer com as mulheres \u201clearn to leave the table\/ When love\u2019s no longer being served\u201d (aprendam a se levantar da mesa \/ quando o amor n\u00e3o est\u00e1 sendo servido mais) e mostrar a todo mundo que s\u00e3o capazes de se levantarem.<\/p>\n<p>\u2014 Para Gl\u00e1ucia, a Celeste; isto \u00e9, a cer\u00falea; isto \u00e9, da cor do c\u00e9u. Para Samir, Claire e Mont Blanc, os primeiros que, pacientes-silentes, ouviram a r\u00e9cita dessas linhas ao modo de um conto.<\/p>\n<p>\u2014 Gratid\u00e3o aos professores Vanderli Marques, o \u201cBite\u201d, e Lucas Pereira Novaes. Lucas, ao ler o manuscrito, comparou-o ao filme georgiano \u201cMy Happy Family\u201d (2017, 180 min.) \u2014 o qual eu n\u00e3o conhecia e recomendo.<\/p>\n<p>\u2014 Em mem\u00f3ria de Nina Simone (1933-2003), j\u00e1 que este texto \u00e9 livremente inspirado na sua biografia e na can\u00e7\u00e3o \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=_xvWScduT_g\">You\u2019ve Got to Learn<\/a>\u201d (Il Faut Savoir), no disco I Put a Spell on You (Philips Records, 1965).<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma hist\u00f3ria de que sofrer n\u00e3o \u00e9 em linguagem alguma &nbsp; \u201cNo fundo, toda gente s\u00f3 queria mesmo era suspender o tempo, e, por que n\u00e3o? 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