{"id":45942,"date":"2016-02-18T09:32:47","date_gmt":"2016-02-18T12:32:47","guid":{"rendered":"http:\/\/blitzconquista.com.br\/?p=45942"},"modified":"2016-02-18T09:32:47","modified_gmt":"2016-02-18T12:32:47","slug":"diminui-diferenca-entre-jovens-ricos-e-pobres-que-concluem-o-ensino-medio","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blitzconquista.com.br\/?p=45942","title":{"rendered":"Diminui diferen\u00e7a entre jovens ricos e pobres que concluem o ensino m\u00e9dio"},"content":{"rendered":"<p>Em dez anos, Brasil diminui diferen\u00e7a entre jovens mais ricos e mais pobres que concluem o ensino m\u00e9dio. Em 2005, 18,1% dos jovens de 19 anos entre os 25% mais pobres da popula\u00e7\u00e3o concluiam o ensino m\u00e9dio. Entre os 25% mais ricos, a porcentagem chegava a 80,4%, existindo uma diferen\u00e7a de 62,3 pontos percentuais entre os dois grupos.\u00a0 Em 2014, \u00faltimo dado dispon\u00edvel, o cen\u00e1rio mudou. Entre os mais pobres, 36,8% concluiam o ensino m\u00e9dio e, entre os mais ricos, 84,9%. A diferen\u00e7a entre os dois grupos ficou em 47,8 pontos percentuais.<\/p>\n<figure class=\"default\">\n<figure style=\"width: 277px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"Image img__fid__54968 img__view_mode__default attr__format__default\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil2013\/files\/styles\/interna_pequena\/public\/agenciabrasil0302121800vc3562_1.jpg?itok=SsjfWCEz\" alt=\"Aumenta n\u00famero de jovens pobres que concluem o ensino m\u00e9dio\" width=\"277\" height=\"160\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Nos \u00faltimos dez anos, o Brasil avan\u00e7ou 15,4 pontos percentuais na taxa de conclus\u00e3o do ensino m\u00e9dio dos jovens de at\u00e9 os 19 anos Arquivo Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<p>Os dados s\u00e3o de levantamento divulgado hoje (18) pela organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o, feito com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). A pesquisa tem como objetivo monitorar a Meta 4 da entidade, que estabelece que 90% ou mais dos jovens brasileiros de 19 anos dever\u00e3o ter completado o ensino m\u00e9dio at\u00e9 2022. Essa meta tamb\u00e9m monitora a conclus\u00e3o do ensino fundamental at\u00e9 os 16 anos, estabelencendo o objetivo de que 95% dos jovens tenham completado este ciclo escolar at\u00e9 2022.<\/p>\n<p>\u201cA perspectiva \u00e9 redu\u00e7\u00e3o de desigualdades. Esse dado \u00e9 positivo. O Brasil est\u00e1 aumentando os \u00edndices e reduzindo as desigualdades\u201d, diz a superintendente do Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o, Alejandra, Meraz Velasco, que pondera que o pa\u00eds ainda apresenta desigualdades que precisam ser enfrentadas.<\/p>\n<p><strong>Ensino fundamental<\/strong><\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as entre os mais pobres e mais ricos ocorre tamb\u00e9m no ensino fundamental.\u00a0 Em 2005, dos jovens de 16 anos entre os 25% mais pobres da popula\u00e7\u00e3o, 38,8% conclu\u00edram o ensino fundamental. Entre os 25% mais ricos, a porcentagem era 90%. A diferen\u00e7a entre os dois grupos era 51,2 pontos percentuais. Em 2014, entre os mais pobres a taxa de conclus\u00e3o saltou para 62,7% que conclu\u00edram o ensino fundamental e, entre os mais ricos, 92,2%, uma diferen\u00e7a de 29,5 pontos percentuais.<\/p>\n<p>De modo geral, os dados mostram que, nos \u00faltimos dez anos, o Brasil avan\u00e7ou 15,4 pontos percentuais na taxa de conclus\u00e3o do ensino m\u00e9dio dos jovens de at\u00e9 os 19 anos. O percentual de concluintes passou de 41,4% em 2005 para 56,7% em 2014. Em n\u00fameros absolutos, isso significa que, nesse intervalo de tempo, os estudantes concluintes passaram de 1.442.101 para 1.951.586.<\/p>\n<p>No ensino fundamental, a taxa de conclus\u00e3o cresceu na mesma propor\u00e7\u00e3o que o ensino m\u00e9dio: quase 15 pontos percentuais, aumentando de 58,9% em 2005 para 73,7% em 2014. Passou de 2.106.316 concluintes em 2005 para 2.596.218, em 2014.<\/p>\n<p><strong>Desigualdades<\/strong><\/p>\n<figure class=\"default\">\n<figure style=\"width: 277px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"Image img__fid__9169 img__view_mode__default attr__format__default\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil2013\/files\/styles\/interna_pequena\/public\/ensino_medio.jpg?itok=r7iYL9LR\" alt=\"Ensino m\u00e9dio\" width=\"277\" height=\"160\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">A meta do Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 que 90% dos jovens de at\u00e9 19 anos concluam o ensino m\u00e9dio at\u00e9 2022Arquivo\/Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<p>No ensino m\u00e9dio, entre os grupos de jovens por ra\u00e7a\/cor, o maior avan\u00e7o registrado na d\u00e9cada est\u00e1 entre a popula\u00e7\u00e3o parda, cuja taxa de conclus\u00e3o aos 19 anos aumentou 19,8 pontos percentuais. Entre os pretos, o crescimento foi 17,1 pontos percentuais, enquanto os brancos apresentam 12,3.<\/p>\n<p>No ensino fundamental, tamb\u00e9m houve queda na diferen\u00e7a. Entre os pardos, houve um aumento na conclus\u00e3o da etapa de ensino de 20 pontos percentuais em dez anos. Entre os pretos, 18,2 pontos percetuais e, entre os brancos, 10,7.<\/p>\n<p>Apesar das melhorias, as popula\u00e7\u00f5es pardas e pretas ainda concentram os maiores percentuais de estudantes que n\u00e3o conclu\u00edram as etapas de ensino nas idades monitoradas. No ensino fundamental, em 2014, 82,9% dos brancos haviam conclu\u00eddo com 16 anos a etapa, enquanto\u00a0 66,4% dos pretos e\u00a0 67,8% dos pardos atingiram o mesmo patamar. No ensino m\u00e9dio, 66,6% dos brancos com 19 anos concluiram a escola. Entre os pretos o percentual foi\u00a0 46,9% e, entre os pardos, 50,1%.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Alejandra, o pa\u00eds ainda est\u00e1 distante de cumprir, em 2022 a meta estabelecida pela entidade, de que pelo menos 90% dos jovens brasileiros de 19 anos tenham o ensino m\u00e9dio conclu\u00eddo. \u201cComo em outros indicadores de educa\u00e7\u00e3o, observamos melhorias, destacamos melhorias, mas o Brasil n\u00e3o est\u00e1 melhorando a educa\u00e7\u00e3o em um ritmo que a gente esperava\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>Onde est\u00e3o os jovens?<\/strong><\/p>\n<p>Quase um quarto dos jovens de 19 anos n\u00e3o estuda e nem trabalha, segundo o estudo, a chamada\u00a0 &#8220;gera\u00e7\u00e3o nem nem&#8221;. A porcentagem t\u00eam se mantido mais ou menos constante. Em 2005, eram 23,1% e, em 2013, a porcentagem subiu para 25,7%. Em 2014, houve uma queda, para 24,5% dessa popula\u00e7\u00e3o. Isso significa que 842.217 jovens est\u00e3o nessa situa\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/p>\n<p>Aos 16 anos, a porcentagem de &#8220;nem nem&#8221; \u00e9 menor, era 11,2% em 2005 e caiu para 10,5% em 2014, o que corresponde a 370.633 adolescentes que n\u00e3o est\u00e3o na escola e nem trabalhando. Mais 244.232 (6,9%) s\u00f3 trabalham.<\/p>\n<p>\u201cSem d\u00favida isso \u00e9 preocupante e passa pela necessidade de reestrutura\u00e7\u00e3o do ensino m\u00e9dio. Muito do aumento de quem n\u00e3o frequenta a escola \u00e9 devido ao desinteresse no ensino m\u00e9dio\u201d, avalia Alejandra. A partir desse ano, o ensino at\u00e9 os 17 anos passa a ser obrigat\u00f3rio no Brasil, como prev\u00ea a Emenda Constitucional 59\/2009 e o Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE). Para Alejandra, isso deve se refletir nos indicadores futuros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em dez anos, Brasil diminui diferen\u00e7a entre jovens mais ricos e mais pobres que concluem o ensino m\u00e9dio. Em 2005, 18,1% dos jovens de 19 anos entre os 25% mais pobres da popula\u00e7\u00e3o concluiam o ensino m\u00e9dio. 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