{"id":53898,"date":"2016-11-20T19:28:34","date_gmt":"2016-11-20T22:28:34","guid":{"rendered":"http:\/\/blitzconquista.com.br\/?p=53898"},"modified":"2016-11-22T03:10:33","modified_gmt":"2016-11-22T06:10:33","slug":"dia-da-consciencia-negra-de-forma-diferente-racismo-no-futebol-ainda-sobrevive-ao-tempo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blitzconquista.com.br\/?p=53898","title":{"rendered":"Dia da Consci\u00eancia Negra: de forma diferente, racismo no futebol ainda sobrevive ao tempo"},"content":{"rendered":"<p>No in\u00edcio, os negros e pobres eram proibidos at\u00e9 de participar de \u201cgrandes jogos\u201d de futebol (esporte considerado aristocr\u00e1tico). Com o passar dos anos, eles n\u00e3o s\u00f3 conquistaram espa\u00e7o como tamb\u00e9m se tornaram \u00eddolos. Mesmo assim, muitos n\u00e3o conseguiram se livrar de um problema: o racismo no esporte.<\/p>\n<p>Mesmo que de forma diferente, mais velada, a discrimina\u00e7\u00e3o racial persiste no esporte. Em contrapartida, grupos que defendem a\u00a0igualdade racial est\u00e3o sempre atentos para denunciar. De acordo com a pesquisadora Ana Paula da Silva (que fez uma tese de doutorado sobre o assunto) e Marcelo Carvalho (do Observat\u00f3rio da Discrimina\u00e7\u00e3o Racial do Esporte), \u00e9 poss\u00edvel identificar uma evolu\u00e7\u00e3o no tratamento da quest\u00e3o racial no futebol em paralelo com a hist\u00f3ria do esporte no Brasil. <a href=\"http:\/\/www.historia.uff.br\/nepess\/arquivos\/teseanapaula.pdf\" target=\"_blank\">Clique aqui para ler a \u00edntegra do estudo<\/a>.<\/p>\n<h3>Momento 1: sem negros no futebol e pioneirismo (alguns defendem que foi consequ\u00eancia da massifica\u00e7\u00e3o)<\/h3>\n<div class=\"dnd-atom-wrapper type-image context-sdl_editor_representation\" contenteditable=\"false\">\n<div class=\"dnd-drop-wrapper\">\n<div class=\"image\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"imagem_post\" title=\"Arthur Friedenreich, primeiro \u201ccraque\u201d do futebol brasileiro, em 1925\" src=\"http:\/\/www.ebc.com.br\/sites\/_portalebc2014\/files\/styles\/full_colunm\/public\/atoms_image\/friedenreich_-1925-stade_francais.jpg?itok=7l0-ROEO\" alt=\"Arthur Friedenreich, primeiro \u201ccraque\u201d do futebol brasileiro, em 1925\" width=\"633\" height=\"475\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-legend-wrapper\" contenteditable=\"true\">\n<div class=\"meta\"><span class=\"licenca\">Creative Commons &#8211; CC BY 3.0<\/span> &#8211; Arthur Friedenreich, primeiro \u201ccraque\u201d do futebol brasileiro,<span class=\"legenda\">\u00a0em 1925. Foto:\u00a0<\/span>wikimedia commos<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Quando o futebol chegou ao Brasil, no in\u00edcio do S\u00e9culo 20, era considerado um esporte nobre. Logo, as grandes competi\u00e7\u00f5es do \u201cesporte bret\u00e3o\u201d (nome dado pela origem brit\u00e2nica do futebol), praticado pelas elites do Rio e S\u00e3o Paulo, n\u00e3o permitiam negros. De acordo com o <a href=\"http:\/\/observatorioracialfutebol.com.br\/historias\/a-insercao-do-negro-no-futebol-brasileiro\/\" target=\"_blank\">Observat\u00f3rio Racial do Futebol<\/a>, o registro de \u201cpessoas de cor\u201d foi proibido no futebol carioca em 1907, depois de Francisco Carregal, negro, ter jogado pelo Bangu em 1905.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o ocasionou tentativas de disfar\u00e7ar a cor. Arthur Friedenreich, primeiro \u201ccraque\u201d do futebol brasileiro e filho de um alem\u00e3o com uma negra, esticava o cabelo para \u201cparecer mais branco\u201d. Carlos Alberto, do Fluminense, usava p\u00f3-de-arroz para disfar\u00e7ar a cor. A pr\u00e1tica fez com que a equipe, pejorativamente no in\u00edcio, fosse apelidada de p\u00f3-de-arroz. A proibi\u00e7\u00e3o de negros n\u00e3o resistiu \u00e0 massifica\u00e7\u00e3o do esporte. Logo, a primeira vit\u00f3ria foi poder \u201cjogar sem estar disfar\u00e7ado\u201d.<\/p>\n<h3>Momento 2: a profissionaliza\u00e7\u00e3o e craques negros<\/h3>\n<div class=\"dnd-atom-wrapper type-image context-sdl_editor_representation\" contenteditable=\"false\">\n<div class=\"dnd-drop-wrapper\">\n<div class=\"image\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"imagem_post\" title=\"Brasil x Pol\u00f4nia em 1938\" src=\"http:\/\/www.ebc.com.br\/sites\/_portalebc2014\/files\/styles\/full_colunm\/public\/atoms_image\/brasil_x_polonia_em_1938.jpg?itok=2AQL8Q_9\" alt=\"Brasil x Pol\u00f4nia em 1938\" width=\"705\" height=\"475\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-legend-wrapper\" contenteditable=\"true\">\n<div class=\"meta\"><span class=\"licenca\">Creative Commons &#8211; CC BY 3.0<\/span> &#8211; <span class=\"legenda\">Brasil x Pol\u00f4nia em 1938. Foto:\u00a0<\/span>Wikimedia Commons<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A \u201cprimeira vit\u00f3ria dos negros\u201d se deu mais por uma quest\u00e3o t\u00e9cnica do que de luta por direitos iguais. Em 1922, o Vasco se tornou imbat\u00edvel no Campeonato Carioca. O time era, predominantemente, negro e mesti\u00e7o. Ana Paula aponta, em seu <a href=\"http:\/\/www.historia.uff.br\/nepess\/arquivos\/teseanapaula.pdf\" target=\"_blank\">estudo<\/a>, que os outros times aceitaram negros por uma quest\u00e3o de competitividade. Enquanto os jogadores amadores defendiam o esporte praticado por brancos, o profissionalismo pregava que \u201cquem era melhor, jogava, independentemente de cor ou classe social\u201d.<\/p>\n<p>A \u201cabertura\u201d e o desempenho de negros fizeram com que alguns jogadores conquistassem uma ascens\u00e3o social. Isso n\u00e3o fez com que o racismo acabasse. Le\u00f4nidas da Silva, craque a Copa de 1938 e chamado de \u201cDiamante Negro\u201d, sempre enfrentou desconfian\u00e7a na \u201calta sociedade\u201d. As acusa\u00e7\u00f5es de \u201cmercen\u00e1rio\u201d, \u201crebelde\u201d e at\u00e9 acusa\u00e7\u00f5es por roubo eram consequ\u00eancias de seu sucesso.<\/p>\n<p>Para Marcelo, Le\u00f4nidas da Silva foi uma figura muito importante para o negro no futebol justamente por conseguir colocar a figura de um negro \u201cestar no topo\u201d. \u201cEle foi o primeiro atleta assinar um contrato de publicidade. Quebrou um paradigma na sociedade, com certeza\u201d, diz.<\/p>\n<h3>Momento 3: Pel\u00e9, o estere\u00f3tipo de craque e a falta do discurso racial<\/h3>\n<div class=\"dnd-atom-wrapper type-image context-sdl_editor_representation\" contenteditable=\"false\">\n<div class=\"dnd-drop-wrapper\">\n<div class=\"image\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"imagem_post\" title=\"Pel\u00e9 x zagueiros da Su\u00ed\u00e7a em 1958\" src=\"http:\/\/www.ebc.com.br\/sites\/_portalebc2014\/files\/styles\/full_colunm\/public\/atoms_image\/pele_vs_swedish_defenders_1958.jpg?itok=REugtiwh\" alt=\"Pel\u00e9 x zagueiros da Su\u00ed\u00e7a em 1958\" width=\"727\" height=\"454\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-legend-wrapper\" contenteditable=\"true\">\n<div class=\"meta\"><span class=\"licenca\">Creative Commons &#8211; CC BY 3.0<\/span> &#8211; <span class=\"legenda\">Pel\u00e9 x zagueiros da Su\u00ed\u00e7a em 1958. Foto:\u00a0<\/span>Wikimedia Commons<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>O desempenho de Le\u00f4nidas e o pr\u00f3prio preconceito fez um estere\u00f3tipo aparecer no meio futebol\u00edstico: o do \u201cnegro, pobre e craque\u201d. O discurso, que hoje parece limitador na posi\u00e7\u00e3o do negro na sociedade, era visto positivamente. E neste sentido, Pel\u00e9 foi uma figura \u00edmpar. Mesmo ganhando apelidos durante toda a carreira por causa da cor, o desempenho dele fazia o negro ser sin\u00f4nimo de bom jogador:<\/p>\n<p>\u201cAs atitudes do Pel\u00e9 nem sempre foram questionadas. Nos anos 50 e 60, quando consolidou sua carreira, ele era visto como um exemplo at\u00e9 mesmo para alguns setores dos movimentos negros. Pesquisei publica\u00e7\u00f5es de alguns desses movimentos e, tamb\u00e9m, jornais de esportes da \u00e9poca e Pel\u00e9 era entendido como um modelo a ser seguido\u201d, aponta Ana Paula.<\/p>\n<p>As controv\u00e9rsias em rela\u00e7\u00e3o ao comportamento de Pel\u00e9 nas quest\u00f5es raciais come\u00e7aram com o fortalecimento dos movimentos negros e a Ditadura. Figura de refer\u00eancia, ele passou a ser cobrado a uma postura mais firme em rela\u00e7\u00e3o ao racismo. Alheio \u00e0 quest\u00e3o, ele passou a ser personagem de s\u00e1tiras em jornais como o Pasquim.<\/p>\n<div class=\"dnd-atom-wrapper type-image context-sdl_editor_representation\" contenteditable=\"false\">\n<div class=\"dnd-drop-wrapper\">\n<div class=\"image\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"imagem_post\" title=\"O Pasquim sobre Pel\u00e9\" src=\"http:\/\/www.ebc.com.br\/sites\/_portalebc2014\/files\/styles\/full_colunm\/public\/atoms_image\/o_pasquim_pele.jpg?itok=NAOZO58J\" alt=\"O Pasquim sobre Pel\u00e9\" width=\"350\" height=\"475\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-legend-wrapper\" contenteditable=\"true\">\n<div class=\"meta\"><span class=\"licenca\">Creative Commons &#8211; CC BY 3.0<\/span> &#8211; <span class=\"legenda\">O Pasquim sobre Pel\u00e9. Imagem:\u00a0<\/span>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>\u201cEm meados dos anos 70 as discuss\u00f5es em torno das quest\u00f5es raciais mudaram e Pel\u00e9 n\u00e3o se atualizou em rela\u00e7\u00e3o a elas e continuou com o pensamento dos anos 50. Por essa raz\u00e3o, passou a ser criticado e at\u00e9 se constituir como um antimodelo das lutas dos movimentos negros\u201d, conta Ana Paula.<\/p>\n<p>Marcelo reitera que ele foi importante, mas poderia ter feito mais: \u201cPel\u00e9 foi importante por ser um atleta negro com representatividade. Foi um exemplo para muito meninos terem ascens\u00e3o social com o esporte. Mostrou que \u00e9 poss\u00edvel chegar. Por outro lado, tamb\u00e9m ajudou a deixar a impress\u00e3o de que o jogador \u00e9 alienado. Como maior atleta do s\u00e9culo, nunca teve posicionamento. Nunca foi favor\u00e1vel a lutas raciais e sociais\u201d.<\/p>\n<h3>Momento 4: P\u00f3s-Panteras Negras e sinais de movimentos raciais no esporte<\/h3>\n<p>Com Pel\u00e9 como \u201cantimodelo\u201d da luta racial (sendo acusado at\u00e9 de negar a cor), outras figuras emergiram em defesa aos movimentos sociais nos anos 1970. No Brasil, uma das mais proeminentes era de Paulo Cezar Caju. Ap\u00f3s a Copa de 1970, ele come\u00e7ou a excursionar pelo mundo com o Botafogo. Em uma das viagens conheceu o movimento Panteras Negras.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s isso, ele come\u00e7ou a se identificar com figuras que lutavam pela igualdade racial, assumiu o black power e pintou o cabelo de Caju \u201cem homenagem \u00e0 ra\u00e7a\u201d. A partir da\u00ed,, ele ganhou o apelido e virou um modelo de luta nos anos 1970. Por outro lado, ele passou a ser visto como \u201ccontestador\u201d e \u201cbad boy\u201d. Em termos de imagem, ele acabou em situa\u00e7\u00e3o semelhantes a que Le\u00f4nidas da Silva tinha 30 anos antes. E, apesar da quest\u00e3o racial come\u00e7ar a ser discutida, ainda n\u00e3o existiam puni\u00e7\u00f5es<\/p>\n<h3>Momento 5: O racismo pass\u00edvel de puni\u00e7\u00e3o e muito a evoluir<\/h3>\n<p>Apenas nos anos 2000, as entidades come\u00e7aram a enxergar o racismo como uma pr\u00e1tica pass\u00edvel de puni\u00e7\u00e3o. De acordo com o <a href=\"http:\/\/observatorioracialfutebol.com.br\/historias\/o-primeiro-clube-brasileiro-punido-por-racismo\/\" target=\"_blank\">Observat\u00f3rio do Futebol<\/a>, a primeira puni\u00e7\u00e3o a um clube no Brasil aconteceu apenas em 2005. \u00c0 \u00e9poca, o Juventude (RS) perdeu dois mandos de campo e foi multado em R$ 200 mil por atos racistas contra o jogador Tinga (do Internacional).<\/p>\n<p>Tinga, inclusive, sofreu quase dez anos depois, outro ato de racismo. Em um jogo no Peru, ele ouviu torcedores imitando sons de macacos quando ele tocava na bola (mesma atitude da torcida do Juventude). Ao final do jogo, ele disse que trocaria \u201ctodas as gl\u00f3rias por t\u00edtulo contra o preconceito\u201d. Hoje, ele \u00e9 um dos <a href=\"http:\/\/tvbrasil.ebc.com.br\/reporterbrasil\/bloco\/jogador-tinga-e-vitima-de-racismo\" target=\"_blank\">s\u00edmbolos contra o racismo<\/a>.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m das puni\u00e7\u00f5es (como a elimina\u00e7\u00e3o do Gr\u00eamio da Copa do Brasil de 2014 por causa de insultos a Aranha), ainda h\u00e1 o que evoluir. \u201cA quest\u00e3o do racismo no futebol \u00e9 muito latente e ainda pouco debatida pelos clubes, jogadores e federa\u00e7\u00f5es. O que h\u00e1 hoje s\u00e3o mais den\u00fancias. N\u00e3o foram os casos que aumentaram e sim as den\u00fancias\u201d, diz.<\/p>\n<p>Marcelo tamb\u00e9m alerta para o \u201cracismo institucional no esporte\u201d, um ponto que precisa ainda ser superado. \u201cN\u00e3o existe nenhum clube brasileiro que tenha menos de tr\u00eas atletas negros. Mas o racismo institucional existe. N\u00e3o vemos t\u00e9cnicos negros, dirigentes negros e presidentes de clubes negros. Nisso ainda precisa evoluir. O mesmo racismo institucional que a gente v\u00ea fora do futebol, a gente v\u00ea no futebol\u201d.<\/p>\n<p>Para Ana Paula, as coisas v\u00e3o melhorar quando a sociedade melhorar contra o racismo. \u201cO est\u00e1dio de futebol n\u00e3o \u00e9 um lugar a parte da vida social. Ela por si s\u00f3 n\u00e3o d\u00e1 conta das complexas e profundas consequ\u00eancias de um dos pa\u00edses mais desiguais do mundo e que foi o \u00faltimo a abolir a escravatura. S\u00e3o feridas profundas que ainda demorar\u00e3o a ser curadas\u201d, aponta.<\/p>\n<p><span style=\"color: #999999;\">*Ag\u00eancia Brasil<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No in\u00edcio, os negros e pobres eram proibidos at\u00e9 de participar de \u201cgrandes jogos\u201d de futebol (esporte considerado aristocr\u00e1tico). Com o passar dos anos, eles n\u00e3o s\u00f3 conquistaram espa\u00e7o como tamb\u00e9m se tornaram \u00eddolos. Mesmo assim, muitos n\u00e3o conseguiram se livrar de um problema: o racismo no esporte. 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