{"id":53927,"date":"2016-11-20T23:05:51","date_gmt":"2016-11-21T02:05:51","guid":{"rendered":"http:\/\/blitzconquista.com.br\/?p=53927"},"modified":"2016-11-21T00:13:10","modified_gmt":"2016-11-21T03:13:10","slug":"cuidado-com-o-televicio","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blitzconquista.com.br\/?p=53927","title":{"rendered":"Cuidado com o telev\u00edcio &#8211; 21 de Novembro: Dia Mundial da Televis\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>Quando, em 1883, Paul Nipkow transformou uma imagem em numerosos impulsos el\u00e9tricos, n\u00e3o imaginava que a sua inven\u00e7\u00e3o ia mudar o mundo. O jovem alem\u00e3o tinha iniciado a pr\u00e9-hist\u00f3ria da televis\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>As primeiras transmiss\u00f5es de imagens \u00e0 dist\u00e2ncia foram conseguidas pelo ingl\u00eas John L. Baird em 1920. As suas experi\u00eancias foram melhoradas em 1924. Entretanto, em 1923, Vlademir K. Zworykin, um russo-americano, havia dado o passo seguinte ao inventar o iconosc\u00f3pio.<\/p>\n<p>As primeiras emiss\u00f5es televisivas regulares iniciaram-se na Alemanha em 1935. Os americanos come\u00e7aram as transmiss\u00f5es a cores em 1954.<\/p>\n<p>O fabrico de televisores em larga escala come\u00e7ou depois da Segunda Guerra Mundial. Em 1950 havia uns dez milh\u00f5es de aparelhos a preto e branco. Nesse ano, os telespectadores norte-americanos rondavam os cinco milh\u00f5es.<\/p>\n<p>A RTP come\u00e7ou a emitir regularmente a partir de 7 de Mar\u00e7o de 1957. As emiss\u00f5es experimentais tinham come\u00e7ado em Setembro de 1956 em Lisboa. A cor foi introduzida a partir de 1980.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Um espa\u00e7o \u00fanico&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>As transmiss\u00f5es televisivas depressa destronaram a r\u00e1dio como meio de comunica\u00e7\u00e3o e de entretenimento. A imagem sobrep\u00f4s-se assim ao som.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as \u00e0 TV, foi poss\u00edvel seguir em direto os primeiros passos de Neil Armstrong na Lua, e testemunhar os grandes dramas e conquistas da humanidade.<\/p>\n<p>A TV \u00e9 barata e est\u00e1 \u00e0 dist\u00e2ncia do bot\u00e3o de um comando eletr\u00f4nico. Companheira de quem vive s\u00f3, \u00e9 dif\u00edcil imaginar o dia-a-dia sem a televis\u00e3o.<\/p>\n<p>O televisor \u00e9, de facto, a nossa janela aberta ao mundo. Traz-nos em tempo real imagens dos quatro cantos da Terra. Faz-nos vibrar com os avan\u00e7os hist\u00f3ricos e sofrer com as v\u00edtimas de cat\u00e1strofes. Transforma-nos em cidad\u00e3os da aldeia global, vizinhos de todos os povos.<\/p>\n<p>A TV traz para a nossa sala de estar a informa\u00e7\u00e3o, o espet\u00e1culo, o desporto, o com\u00e9rcio, a cultura, a ci\u00eancia.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da televis\u00e3o conhecemos os mundos mais distantes e as mais variadas culturas. E, gra\u00e7as \u00e0 TV, tornamo-nos mais solid\u00e1rios e comprometidos com a melhoria do mundo em que vivemos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>&#8230; de contrastes<\/strong><\/p>\n<p>Mas a TV tamb\u00e9m tem o seu lado negro, apesar de hoje s\u00f3 transmitir a cores.<\/p>\n<p>A caixa que mudou o mundo tem sido usada como um agente privilegiado de globaliza\u00e7\u00e3o. Atrav\u00e9s da programa\u00e7\u00e3o e da publicidade imp\u00f5e padr\u00f5es de consumo (moda, m\u00fasica, alimenta\u00e7\u00e3o, valores), dilui culturas e nivela os modos de estar na vida. No fundo, est\u00e1 a americanizar o mundo, porque s\u00e3o sobretudo os americanos que controlam a TV.<\/p>\n<p>A televis\u00e3o pode ser aberrante: vende tudo, at\u00e9 o mais duvidoso candidato a um cargo pol\u00edtico. Transforma a guerra num jogo virtual, num espet\u00e1culo em direto ass\u00e9ptico, sem o cheiro a morte. Recorre ao sexo e \u00e0 viol\u00eancia para iludir e anestesiar.<\/p>\n<p>Pior ainda, o televisor tornou-se num v\u00edcio \u2013 o telev\u00edcio \u2013 , gerando dependentes como a droga e o \u00e1lcool. H\u00e1 telespectadores que consomem diariamente horas e horas de televis\u00e3o.<\/p>\n<p>O televisor ocupa o lugar central da casa e faz concorr\u00eancia desleal ao conv\u00edvio familiar. Come-se e descansa-se a ver televis\u00e3o em conjunto ou cada um em seu canto. A arte da conversa, o gosto pela leitura, a pr\u00e1tica de <em>hobbies<\/em> v\u00e3o-se rendendo cada vez mais aos encantos coloridos e cintilantes do cinesc\u00f3pio. E estamos a tornar-nos mais gordos, ignorantes, violentos, ap\u00e1ticos, alienados, iludidos por \u00abcontos de fadas\u00bb em \u00abtecnicolor\u00bb, <em>reality shows<\/em>, menos interessados nas coisas simples e profundas da vida. A TV enche-nos os olhos de cor e movimento, mas deixa-nos o cora\u00e7\u00e3o vazio de afetos.<\/p>\n<p>Como todas as coisas boas da vida, a televis\u00e3o \u00e9 para ser consumida com modera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O cabo e o sat\u00e9lite vieram alargar ainda mais a oferta. \u00c9 necess\u00e1rio aprender a ser selectivos e inteligentes nas escolhas dos programas a visionar e rigorosos com os hor\u00e1rios que nos concedemos para ver televis\u00e3o. Afinal, a TV n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico meio de comunica\u00e7\u00e3o. O mais interessante ainda continua a ser cara a cara, de viva voz e em presen\u00e7a real.<\/p>\n<p><span style=\"color: #999999;\">*audacia.org<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando, em 1883, Paul Nipkow transformou uma imagem em numerosos impulsos el\u00e9tricos, n\u00e3o imaginava que a sua inven\u00e7\u00e3o ia mudar o mundo. 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