{"id":81319,"date":"2019-04-07T21:11:07","date_gmt":"2019-04-08T00:11:07","guid":{"rendered":"http:\/\/blitzconquista.com.br\/?p=81319"},"modified":"2019-04-07T21:11:07","modified_gmt":"2019-04-08T00:11:07","slug":"o-jornalismo-como-producao-de-conhecimento-para-a-acao-cidada","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blitzconquista.com.br\/?p=81319","title":{"rendered":"\u201cO Jornalismo como produ\u00e7\u00e3o de conhecimento para a a\u00e7\u00e3o cidad\u00e3\u201d"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span class=\"olho\">Maria Jos\u00e9 Braga, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jornalistas (FENAJ), acredita na luta pela liberdade de imprensa e no fortalecimento do Jornalismo como necessidade para os cidad\u00e3os<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-81322\" src=\"http:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/WhatsApp-Image-2019-04-05-at-22.19.17-1110x450.jpeg\" alt=\"\" width=\"1110\" height=\"450\" srcset=\"http:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/WhatsApp-Image-2019-04-05-at-22.19.17-1110x450.jpeg 1110w, http:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/WhatsApp-Image-2019-04-05-at-22.19.17-1110x450-300x122.jpeg 300w, http:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/WhatsApp-Image-2019-04-05-at-22.19.17-1110x450-768x311.jpeg 768w, http:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/WhatsApp-Image-2019-04-05-at-22.19.17-1110x450-695x282.jpeg 695w, http:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/WhatsApp-Image-2019-04-05-at-22.19.17-1110x450-990x401.jpeg 990w\" sizes=\"(max-width: 1110px) 100vw, 1110px\" \/><\/p>\n<p>Jornalista h\u00e1 31 anos, Maria Jos\u00e9 Braga \u00e9 a segunda mulher a ocupar o cargo de presidente na hist\u00f3ria da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jornalistas (FENAJ). Ela \u00e9 formada em Comunica\u00e7\u00e3o Social pela Universidade Federal de Goi\u00e1s e tem gradua\u00e7\u00e3o e mestrado em Filosofia.\u00a0 Sua participa\u00e7\u00e3o no movimento sindical come\u00e7ou logo ap\u00f3s o t\u00e9rmino da gradua\u00e7\u00e3o em Jornalismo, quando atuou como presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no estado de Goi\u00e1s. \u201cQuando me formei, tive pressa em me sindicalizar e meses depois j\u00e1 estava na chapa que iria disputar as elei\u00e7\u00f5es para renova\u00e7\u00e3o da diretoria do Sindicato\u201d, afirmou Maria Jos\u00e9.<\/p>\n<p>O curr\u00edculo da jornalista inclui tamb\u00e9m a sua participa\u00e7\u00e3o no Conselho de Comunica\u00e7\u00e3o Social do Congresso Nacional e no GT Comunicadores, institu\u00eddo pelo Conselho Nacional de Defesa dos Direitos Humanos. Hoje, como presidente da FENAJ, defende a democratiza\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o e a liberdade de imprensa. N\u00e3o acredita no Jornalismo como quarto poder, mas segue a perspectiva de que a atividade \u00e9 \u201cuma produ\u00e7\u00e3o de conhecimento imediato da realidade para a a\u00e7\u00e3o cidad\u00e3\u201d.<\/p>\n<p>Em entrevista ao Avoador, ela conta um pouco da sua trajet\u00f3ria como jornalista, os desafios como mulher \u00e0 frente do sindicato, as dificuldades dos jornalistas e do jornalismo no atual contexto pol\u00edtico brasileiro.<\/p>\n<p><strong>Avoador: A senhora cursou Jornalismo e Filosofia na Universidade Federal de Goi\u00e1s, al\u00e9m de ter feito mestrado tamb\u00e9m nessa \u00e1rea. A segunda forma\u00e7\u00e3o foi para complementar a do Jornalismo? Ela ajuda na pr\u00e1tica jornal\u00edstica?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Maria:<\/strong> Em geral, quando fazemos nossa gradua\u00e7\u00e3o, estamos ansiosos em nos formar e entrar no mercado de trabalho. Foi assim comigo, durante o curso de Jornalismo. Queria come\u00e7ar a trabalhar o mais r\u00e1pido poss\u00edvel e, por isso, ingressei na Cooperativa dos Jornalistas de Goi\u00e1s, bem antes da formatura. Mas a pr\u00e1tica profissional tamb\u00e9m gera ansiedades e ang\u00fastias e, passados alguns anos, estava muito preocupada com os rumos do Jornalismo. Queria aprofundar a reflex\u00e3o sobre o papel dos jornalistas e do Jornalismo. Ent\u00e3o, decidi beber da fonte prim\u00e1ria das reflex\u00f5es, fui fazer o curso de Filosofia. Mas n\u00e3o se tratou de um complemento ao curso de Jornalismo, porque a Filosofia n\u00e3o traz resposta para a pr\u00e1tica jornal\u00edstica. Tratou-se de uma busca pelo aprofundamento da reflex\u00e3o e nesse sentido contribuiu e continua contribuindo muito.<\/p>\n<p><strong>Avoador: A senhora j\u00e1 foi rep\u00f3rter e subeditora do Jornal O Popular, professora do curso de Jornalismo das Faculdades Alfa, editora-chefe da Revista Outra Via e assessora de imprensa de in\u00fameras entidades e institui\u00e7\u00f5es. Qual dessas fun\u00e7\u00f5es trouxe mais realiza\u00e7\u00e3o profissional?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Maria:<\/strong> Cada experi\u00eancia profissional traz ac\u00famulos diferenciados. Minha experi\u00eancia como docente, por exemplo, foi bastante curta, mas muito enriquecedora. Creio que aprendi mais do que ensinei. Estar \u00e0 frente do projeto da revista Outra Via foi um desafio grande, mas extremamente prazeroso. Fizemos uma revista de bordo para o transporte alternativo de Goi\u00e2nia, uma experi\u00eancia in\u00e9dita, com resultados muito positivos. A revista chegou ao fim porque os grandes grupos empresariais do transporte p\u00fablico de Goi\u00e2nia conseguiram acabar com o transporte alternativo. As experi\u00eancias com assessoria de imprensa tamb\u00e9m foram e s\u00e3o (atualmente trabalho numa institui\u00e7\u00e3o de ensino) muito boas. E gosto de enfatizar que, mais do que poss\u00edvel, \u00e9 necess\u00e1rio fazer Jornalismo na comunica\u00e7\u00e3o institucional, porque atualmente as institui\u00e7\u00f5es falam diretamente com a sociedade. A experi\u00eancia como rep\u00f3rter de um jornal di\u00e1rio, por 22 anos, foi muito rica, com trabalhos que tive prazer de desenvolver e outros que tive de aceitar. Mas sempre com o pensamento na minha autonomia profissional.<\/p>\n<blockquote><p><span style=\"color: #ff0000;\">\u201c\u00c9 fortalecendo o Jornalismo que as empresas de comunica\u00e7\u00e3o v\u00e3o voltar a ter a confian\u00e7a do p\u00fablico.\u201d<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Avoador: Em que momento da sua trajet\u00f3ria profissional a senhora se envolveu com o sindicalismo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Maria:<\/strong> Quando fazia faculdade, acompanhava de perto o movimento estudantil e a reestrutura\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria que estavam ocorrendo nos anos 1980, al\u00e9m de acompanhar o trabalho do Sindicato dos Jornalistas de Goi\u00e1s. Quando me formei, tive pressa em me sindicalizar e meses depois j\u00e1 estava na chapa que iria disputar as elei\u00e7\u00f5es para renova\u00e7\u00e3o da diretoria do Sindicato. Ou seja, eu ingressei na profiss\u00e3o e no movimento sindical dos jornalistas brasileiros.<\/p>\n<p><strong>Avoador: O jornalista tem consci\u00eancia que faz parte da classe trabalhadora e que precisa se organizar coletivamente?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Maria:<\/strong> \u00c9 sempre dif\u00edcil falar sobre algo de forma generalizada. Mas quanto \u00e0 categoria dos jornalistas, creio que a pesquisa Perfil do Jornalista, feita por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina, numa parceria com a FENAJ, continua bem atual. Os jornalistas brasileiros dizem ser de esquerda, mas a grande maioria n\u00e3o milita nem em grupos de igreja. Na luta coletiva, indicada pela sindicaliza\u00e7\u00e3o, os jornalistas brasileiros est\u00e3o dentro da mesma m\u00e9dia das demais categorias: somente 25% s\u00e3o sindicalizados. Se esse \u00edndice pode ser positivo para algumas categorias, para os jornalistas eu considero que n\u00e3o. Afinal, somos trabalhadores intelectuais que t\u00eam de lidar cotidianamente com a interpreta\u00e7\u00e3o da realidade e, portanto, dever\u00edamos ter mais clareza das coisas e da necessidade de organiza\u00e7\u00e3o coletiva.<\/p>\n<blockquote><p><span style=\"color: #ff0000;\">\u201cOs jornalistas brasileiros dizem ser de esquerda, mas a grande maioria n\u00e3o milita nem em grupos de igreja.\u201d<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Avoador: Em 70 anos de FENAJ, a senhora \u00e9 a segunda mulher a presidir a federa\u00e7\u00e3o. \u00c9 dif\u00edcil para uma mulher conquistar esse posto?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Maria:<\/strong> No Brasil, o machismo perpassa as diversas rela\u00e7\u00f5es sociais. O Jornalismo e o movimento sindical dos jornalistas n\u00e3o s\u00e3o exce\u00e7\u00f5es e, por isso, as mulheres jornalistas t\u00eam mais dificuldades na carreira profissional e s\u00e3o as v\u00edtimas preferenciais dos ass\u00e9dios moral e sexual. Mas no movimento sindical dos jornalistas, mesmo havendo pessoas machistas, o machismo n\u00e3o predomina e as mulheres t\u00eam participa\u00e7\u00e3o efetiva nos Sindicatos e na FENAJ. A atual diretoria da FENAJ tem na Executiva, a inst\u00e2ncia de decis\u00f5es imediatas, mais mulheres do que homens. Respondendo diretamente a pergunta, n\u00e3o foi dif\u00edcil chegar \u00e0 presid\u00eancia da FENAJ, mas como todos os presidentes e a presidenta eleitos antes de mim, tive de ter uma atua\u00e7\u00e3o propositiva no meu Sindicato e tamb\u00e9m dentro da FENAJ para conquistar a confian\u00e7a de todos os Sindicatos de Jornalistas que apoiam a diretoria da Federa\u00e7\u00e3o e para ser eleita pelos jornalistas. Creio que os principais obst\u00e1culos que encontrei na profiss\u00e3o n\u00e3o estavam relacionados \u00e0 quest\u00e3o de g\u00eanero, mas a quest\u00f5es trabalhistas, como excesso de horas na jornada de trabalho, falta de condi\u00e7\u00f5es para trabalhar e press\u00f5es editoriais. At\u00e9 na ascens\u00e3o da carreira, pesou mais (contra) o fato de eu ser sindicalista do que ser mulher. Para todas essas quest\u00f5es s\u00f3 h\u00e1 uma resposta: organiza\u00e7\u00e3o e luta.<\/p>\n<p><strong>Avoador: Como a senhora enxerga a oposi\u00e7\u00e3o do governo Jair Bolsonaro ao Jornalismo e aos jornalistas brasileiros?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Maria:<\/strong> A FENAJ, antes mesmo da posse de Bolsonaro, divulgou nota afirmando que sua elei\u00e7\u00e3o representava uma amea\u00e7a \u00e0 liberdade de imprensa e aos jornalistas. Portanto, apesar de estarmos apreensivos, n\u00e3o estamos surpreendidos. Em toda sua vida p\u00fablica Bolsonaro demonstrou desprezo pelas institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas e pela pr\u00f3pria democracia. Como presidente, ele est\u00e1 reproduzindo o que j\u00e1 fazia e, ainda, est\u00e1 usando o cargo para amea\u00e7ar ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o alinhados. Infelizmente, quem est\u00e1 fazendo essa den\u00fancia \u00e9 a FENAJ. Os ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o ainda est\u00e3o agindo para ficar bem com a Presid\u00eancia e manter as verbas publicit\u00e1rias.<\/p>\n<p><strong>Avoador: Como os jornalistas devem reagir diante situa\u00e7\u00f5es em que o governo utiliza do seu poder para intimidar\/desrespeitar os ve\u00edculos jornal\u00edsticos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Maria:<\/strong> Os jornalistas devem denunciar as press\u00f5es e os casos de viol\u00eancia cometidos por quem quer que seja. Calar-se \u00e9 a pior t\u00e1tica. E isso vale tamb\u00e9m para os ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o, mas, como j\u00e1 disse, a maior parte dos grandes ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o ainda est\u00e1 tentando se aproximar do Pal\u00e1cio do Planalto.<\/p>\n<blockquote><p><span style=\"color: #ff0000;\">\u201cOs jornalistas devem denunciar as press\u00f5es e os casos de viol\u00eancia cometidos por quem quer que seja. Calar-se \u00e9 a pior t\u00e1tica.\u201d<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Avoador: Na sua vis\u00e3o, quais as maiores dificuldades enfrentadas pelo Jornalismo brasileiro diante os tempos dif\u00edceis que estamos vivendo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Maria:<\/strong> A maior dificuldade do Jornalismo brasileiro \u00e9 a falta de investimento por parte das empresas de m\u00eddia. Em vez de investir mais, as empresas de m\u00eddia do Brasil optaram pelo enxugamento das reda\u00e7\u00f5es, pelas demiss\u00f5es em massa, pela substitui\u00e7\u00e3o de profissionais experientes por jovens profissionais e por um empobrecimento do Jornalismo para uma disputa equivocada com as redes sociais. O que ocorreu foi a perda de qualidade e a consequente perda de leitores\/ouvintes\/espectadores, agravando a perda de arrecada\u00e7\u00e3o com a publicidade. Como ocorre nos Estados Unidos e Europa, \u00e9 preciso investir no Jornalismo para que ele seja reconhecido como uma necessidade pela sociedade.<\/p>\n<p><strong>Avoador: Como o Jornalismo pode reconquistar a confian\u00e7a do p\u00fablico em tempos de desinforma\u00e7\u00e3o, de fake news?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Maria: <\/strong>\u00c9 com informa\u00e7\u00e3o verdadeira que se combate a informa\u00e7\u00e3o falsa e a desinforma\u00e7\u00e3o. Portanto, \u00e9 fortalecendo o Jornalismo que as empresas de comunica\u00e7\u00e3o v\u00e3o voltar a ter a confian\u00e7a do p\u00fablico.<\/p>\n<blockquote><p><span style=\"color: #ff0000;\">\u201cEm vez de investir mais, as empresas de m\u00eddia do Brasil optaram pelo enxugamento das reda\u00e7\u00f5es, pelas demiss\u00f5es em massa [\u2026] e por um empobrecimento do Jornalismo para uma disputa equivocada com as redes sociais.\u201d<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Avoador: A FENAJ vai conseguir manter o pr\u00e9dio em Bras\u00edlia? Como est\u00e1 a campanha de arrecada\u00e7\u00e3o de dinheiro para pagar a d\u00edvida?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Maria:<\/strong> A FENAJ e a maioria das entidades sindicais brasileiras est\u00e3o com dificuldades financeiras em raz\u00e3o da contrarreforma trabalhista aprovada no governo Temer. Essa contrarreforma tirou a principal fonte de recursos do movimento sindical com o objetivo claro de enfraquec\u00ea-lo e, se poss\u00edvel, elimin\u00e1-lo. Al\u00e9m dessa dificuldade, que \u00e9 geral, a FENAJ foi condenada a pagar uma d\u00edvida fiscal ao Governo do Distrito Federal. Como n\u00e3o h\u00e1 recursos, existe o risco da sede ir a leil\u00e3o. Lan\u00e7amos uma campanha de arrecada\u00e7\u00e3o, mas as contribui\u00e7\u00f5es ainda est\u00e3o bem abaixo do que precisamos. Esperamos que a categoria venha a contribuir.<\/p>\n<p><strong>Avoador: Para finalizar, o Jornalismo ainda \u00e9 o quarto poder? O que ele representa em uma sociedade?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Maria:<\/strong> Sendo muito sincera, n\u00e3o gosto dessa express\u00e3o, apesar de ela ter sido criada para deixar claro a import\u00e2ncia do Jornalismo e de seu papel de fiscal dos poderes constitu\u00eddos. \u00a0N\u00e3o uso a express\u00e3o porque partilho do conceito de Jornalismo como produ\u00e7\u00e3o de conhecimento imediato da realidade para a a\u00e7\u00e3o cidad\u00e3. O poder que pode\/deve emergir do Jornalismo \u00e9 o da sociedade, cidad\u00e3s e cidad\u00e3os bem-informados, capazes de constituir seus pr\u00f3prios ju\u00edzos sobre as quest\u00f5es prementes de cada local e de agir para que a vontade da maioria prevale\u00e7a. Se n\u00e3o for assim, \u00e9 mais uma usurpa\u00e7\u00e3o de poder por grupos ou indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>Publica\u00e7\u00e3o: Avoador \/ Foto de capa: acervo pessoal<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Jos\u00e9 Braga, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jornalistas (FENAJ), acredita na luta pela liberdade de imprensa e no fortalecimento do Jornalismo como necessidade para os cidad\u00e3os Jornalista h\u00e1 31 anos, Maria Jos\u00e9 Braga \u00e9 a segunda mulher a ocupar o cargo de presidente na hist\u00f3ria da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jornalistas (FENAJ). 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