{"id":112205,"date":"2022-02-11T19:32:17","date_gmt":"2022-02-11T22:32:17","guid":{"rendered":"http:\/\/blitzconquista.com.br\/?p=112205"},"modified":"2022-02-11T19:35:27","modified_gmt":"2022-02-11T22:35:27","slug":"uma-historia-se-conta-nao-se-explica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blitzconquista.com.br\/?p=112205","title":{"rendered":"\u201c\u2026uma hist\u00f3ria se conta, n\u00e3o se explica\u201d"},"content":{"rendered":"<div>\n<h3 class=\"subtitulo\">Para quem perguntou sobre os destinos de Karolina com K<\/h3>\n<\/div>\n<div class=\"pos-texto\">\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-111697\" src=\"http:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Elton-Mafua-de-Malungo.jpg\" alt=\"\" width=\"831\" height=\"154\" srcset=\"https:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Elton-Mafua-de-Malungo.jpg 831w, https:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Elton-Mafua-de-Malungo-300x56.jpg 300w, https:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Elton-Mafua-de-Malungo-695x129.jpg 695w, https:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Elton-Mafua-de-Malungo-768x142.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 831px) 100vw, 831px\" \/><\/p>\n<p><strong>Mafu\u00e1 de Malungo \u00e9 uma coluna assinada por Elton Becker no site <a href=\"https:\/\/www.conquistadefato.com.br\/mafua-de-malungo\">Conquista de Fato<\/a><\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_112208\" aria-describedby=\"caption-attachment-112208\" style=\"width: 387px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-112208\" src=\"http:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Jorge-Amado.jpeg\" alt=\"\" width=\"387\" height=\"232\" srcset=\"https:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Jorge-Amado.jpeg 1000w, https:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Jorge-Amado-300x180.jpeg 300w, https:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Jorge-Amado-695x416.jpeg 695w, https:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Jorge-Amado-768x460.jpeg 768w, https:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Jorge-Amado-990x593.jpeg 990w\" sizes=\"(max-width: 387px) 100vw, 387px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-112208\" class=\"wp-caption-text\">Jorge Amado tamb\u00e9m n\u00e3o sabia de tudo de Tieta<\/figcaption><\/figure>\n<p>Sim, uma hist\u00f3ria se conta, n\u00e3o se explica. O muito que podemos \u00e9 conjeturar, presumir, imaginar. E esta frase que me serve de t\u00edtulo est\u00e1 como ep\u00edgrafe l\u00e1 em \u201cNavega\u00e7\u00e3o de cabotagem: apontamentos para um livro de mem\u00f3rias que jamais escreverei\u201d, livro de Jorge Amado, publicado em 1992, em que podemos ler os esgares, os estremecimentos, os lances das narrativas que nos s\u00e3o familiares e est\u00e3o assentadas em alguns de seus livros, como \u201cMar Morto\u201d; \u201cGabriela, cravo e canela\u201d; \u201cDona Flor e seus dois maridos\u201d e tantas outras publica\u00e7\u00f5es de enorme sucesso.<\/p>\n<div class=\"texto\">\n<p>As hist\u00f3rias de Jorge Amado s\u00e3o quase que totalmente conhecidas e tanto s\u00e3o familiares que a mim fazem recordar a interessante provoca\u00e7\u00e3o do professor, psicanalista e escritor franc\u00eas Pierre Bayard que, em 2007, publicou: \u201cComo falar dos livros que n\u00e3o lemos?\u201c (Editora Objetiva). Bayard, entre outros argumentos, sustenta que a n\u00e3o-leitura de um texto\u00a0 n\u00e3o quer dizer nenhuma forma de contato com um livro. Eu mesmo (ainda) n\u00e3o li \u201cTereza Batista cansada de guerra\u201d, mas sei que dona Filipa vendeu a sobrinha Tereza, \u00f3rf\u00e3 de pai e m\u00e3e, para o capit\u00e3o Justiniano e tamb\u00e9m estou convencido de que, para saber de Tereza, n\u00e3o basta apenas ler o livro porque, Caymmi cantou, para saber de Tereza s\u00f3 mesmo Nosso Senhor.<\/p>\n<p>Por outro lado, Pierre Bayard refor\u00e7a que in\u00fameros professores (ele pr\u00f3prio, inclusive) e mais uma infinidade de cr\u00edticos e editores n\u00e3o se eximem de comentar algo n\u00e3o lido. Ademais e antes que algu\u00e9m julgue que isto soe como tranquilamente hip\u00f3crita, \u00e9 sempre bom lembrar que \u00e9 dific\u00edlimo, dificil\u00edssimo agrupar os livros que a gente j\u00e1 leu e\u2026 se esqueceu. Sem falar naqueles livros que a gente comprou, n\u00e3o se lembra e\u2026 compra novamente. Tenho um amigo (n\u00e3o direi o nome aqui por discri\u00e7\u00e3o) que tem tr\u00eas edi\u00e7\u00f5es id\u00eanticas de um livro de Jos\u00e9 Saramago!<\/p>\n<p>Na \u00e9poca da faculdade, estudei com uma professora que possu\u00eda o h\u00e1bito de comprar duas c\u00f3pias de um mesmo volume quando se afei\u00e7oava por um livro. Um deles ela guardava, enquanto usava o outro para dar aulas e o trazia todo rabiscado, repleto de s\u00edmbolos, de uma tabela de abrevia\u00e7\u00f5es ao final da edi\u00e7\u00e3o e de uma margin\u00e1lia (anota\u00e7\u00f5es \u00e0 margem dum livro) incompreens\u00edvel. Tenho um outro amigo que, na \u00e9poca do vinil, costumava comprar dois discos iguais das bandas de Rock\u2019n Roll que ele \u201ccurtia\u201d. Botava um deles para tocar enquanto mantinha o segundo \u201cno pl\u00e1stico\u201d \u2014 como se dizia ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Pensava que estes seriam um dos casos daquele primeiro amigo \u00e1vido leitor de Saramago. \u201cN\u00e3o \u00e9 nada disso\u201d, ele me revelou, \u201c\u00e9 esquecimento mesmo\u201d. Dizem que o grande pensador Montaigne n\u00e3o se lembrava dos livros que havia lido e sequer recordava de textos que ele pr\u00f3prio compunha. Dizem tamb\u00e9m que Oscar Wilde ironizava que nunca leria um livro do qual teria de escrever a cr\u00edtica, porque n\u00e3o gostaria de se deixar influenciar muito facilmente. Por conta de coisas assim, com seus infort\u00fanios e alguma dose de gra\u00e7a, \u00e9 que Pierre Bayard coloca a leitura ao lado do dinheiro e da sexualidade, inst\u00e2ncias da vida privada as quais, segundo ele, s\u00e3o as mais inseguras.<\/p>\n<p>Portanto, para aquele autor, assim como a virgem pode falar de sexo, o paup\u00e9rrimo pode falar de dinheiro, o n\u00e3o-leitor pode falar dos livros que nunca leu porque vai incorporando informa\u00e7\u00f5es obtidas em diversas fontes, desde a mesa de bar, aquela reuni\u00e3o em fam\u00edlia ou numa roda de amigos. Mas voltando a Jorge Amado, os livros dele est\u00e3o por a\u00ed em emo\u00e7\u00f5es infind\u00e1veis, igualmente como seus personagens, os negros, os pobres, as prostitutas, os pescadores, o mar.<\/p>\n<p>A for\u00e7a da literatura de Jorge est\u00e1 na pr\u00f3pria carne e no pr\u00f3prio sangue que arrastam seus personagens para um extraordin\u00e1rio clima l\u00edrico e veross\u00edmil. Por\u00e9m a literatura de Jorge Amado tamb\u00e9m tem um qu\u00ea de mist\u00e9rio e de enigma. Se n\u00e3o, veja: quem leu, viu na TV, assistiu no cinema ou ouviu dizer, sabe que Antonieta Esteves, a Tieta do Agreste, era bem-disposta, direta, sem meias-palavras ou meios-termos em sua vida p\u00fablica ou privada e, em assuntos de cama, Tieta era doutora de borla e capelo, Honoris-Causa, trazia tudo na ponta da l\u00edngua e na ponta do gr\u2026 [leia o livro e saber\u00e1 que palavra \u00e9 essa]; enfim, para completar, nos deleites da cama Tieta era especialista no ipsilone. Imbat\u00edvel.<\/p>\n<p>Jorge Amado diz que, nos seus refinamentos, Tieta do Agreste praticava o ipsilone simples quando devorada pelo desejo, mas em desvario de paix\u00e3o recorria ao ipsilone duplo. Uma desenvoltura. Um alvoro\u00e7o. E olha que hist\u00f3ria maravilhosa: em maio de 1986, em Madri, na Espanha, durante uma sess\u00e3o de aut\u00f3grafos, uma elegante e graciosa senhora, maquiad\u00edssima, l\u00e1bios carnudos e vermelhos no acinte do batom, estende a Jorge um exemplar de Tieta para dedicat\u00f3ria, por\u00e9m, antes, lhe diz que escrevera para a Bahia h\u00e1 v\u00e1rios anos querendo saber como era o ipsilone de Tieta. \u201c\u00bfSe acuerda de m\u00ed?\u201d, ela pergunta.<\/p>\n<p>Sim, a senhora havia escrito a ele contando todos os seus percal\u00e7os amorosos, o marido pudibundo e limitado, que s\u00f3 sabia brincar de papai-e-mam\u00e3e. Um supl\u00edcio. Uma l\u00e1stima. Contudo uma vez vi\u00fava, voltou a estudar. Graduou-se e p\u00f3s graduou-se, fez mestrado, fez doutorado. E tem classe, categoria, n\u00edvel, igualzinha a Tieta. Todavia a gabaritada espanhola n\u00e3o sossegara at\u00e9 aquele tempo o cora\u00e7\u00e3o atribulado, ai, ignora ainda totalmente o ipsilone, jamais o praticou, deseja pratic\u00e1-lo o quanto antes. E ainda agora, ali, diante do autor, quer os detalhes, o requinte, a gl\u00f3ria do leito de Tieta.<\/p>\n<p>Jorge Amado, que j\u00e1 respondera \u00e0quela carta dizendo que nada sabia sobre o ipsilone, porque Tieta jamais lhe dera minud\u00eancias, detalhes, a respeito, limita-se a perguntar: \u201c\u00bfNo encontr\u00f3 quien lo ense\u00f1ara a praticarlo?\u201c. E a resposta \u00e9 espantosa: \u201cTodavia no, pero invent\u00e9 el doblev\u00ea, es la sensaci\u00f3n de Espa\u00f1a\u201d. Ah\u2026 Em outro momento, Jorge assegura que do ipsilone ele sabe apenas que Tieta o praticava, afinal o romancista sabe uma por\u00e7\u00e3o do acontecido, n\u00e3o o todo.<\/p>\n<p>E em meio a esse bolod\u00f3rio todo, recordo que, em uma de suas in\u00fameras aulas-espet\u00e1culo dispon\u00edveis no YouTube, outro grande romancista brasileiro, Ariano Suassuna, depois de rodear mil e um casos, justifica-se: \u201cVoc\u00eas me perdoem, mas \u00e9 que eu sou sertanejo; eu falo por arrodeios\u201d. E eu que falo por arrodeios e muitos\u2026? Eu que ainda sou anano, ananota, nos mist\u00e9rios da cria\u00e7\u00e3o, aproveito tudo isto para dizer uma coisa aos leitores, aos n\u00e3o-leitores, \u00e0queles que apenas ouviram dizer, e vieram me perguntar sobre os destinos de Karolina com K (tema da nossa \u00faltima coluna).<\/p>\n<p>Como que me pertencessem o bem e o mal, o \u00eaxtase, o remorso e a m\u00e1goa, as pessoas e os lugares e o tempo, uns leitores me escreveram que Karolina n\u00e3o perseverou nas negan\u00e7as, outros disseram que sim. Que os dois, Z\u00e9beja e Karolina, \u201clavaram a \u00e9gua\u201d na beira dum riacho desses. E houve quem dissesse que Karolina e Z\u00e9beja s\u00e3o muito desiguais um do outro; ela, trigueira, madura; ele um sonhador das ideias. Que Karolina deixou o sanfoneiro lazeirento e com \u00e1gua na boca, aguando a \u201ccelveja\u201d quente e cheinha de \u201cescuma\u201d na banca de Samarica.<\/p>\n<p>\u201cPor que diabo Karolina n\u00e3o beijou o sanfoneiro Z\u00e9beja? N\u00e3o est\u00e1 no conto. Por que foi, me diga!\u201d. Isto me escreveu uma leitora no WhatsApp. \u201cKarolina \u00e9 gay, n\u00e3o \u00e9?\u201d. Me perguntou certo leitor tal como tivesse tomado posse do pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o de Karolina \u2014 qualquer que este possa ser e o tivesse virado do avesso. Sinceramente, n\u00e3o sei. N\u00e3o estive na festa e Karolina, embora seja de extrema franqueza, n\u00e3o me disse nada a respeito. Mas, sim, eu imagino o que sucedeu; imagino ora com certa crueldade, ora com certo romance, no maior teatro, no maior burburinho do mundo. Imagino tal como imagino o ipsilone de Tieta do Agreste e o doblev\u00ea da leitora espanhola.<\/p>\n<p>A gra\u00e7a do romance n\u00e3o est\u00e1 no enredo, a poesia n\u00e3o est\u00e1 nos versos,\u00a0por vezes ela est\u00e1 no cora\u00e7\u00e3o. E \u00e9 tamanha. A ponto de n\u00e3o caber nas palavras. Sobretudo porque imaginar \u00e9 subir um tom e meio na realidade.<\/p>\n<p>Enfim, s\u00e3o os mist\u00e9rios da cria\u00e7\u00e3o, absurdos do of\u00edcio da literatura, os imprevis\u00edveis segredos dos personagens, e s\u00f3. Pois uma hist\u00f3ria se conta, n\u00e3o se explica. E o que eu gostei verdadeiramente foi de contar, de dar essas sensa\u00e7\u00f5es \u00e0s pessoas. Gostei mais ainda de quem, mesmo sem ler, veio me dizer: \u201cfiquei sabendo de Karolina\u201d \u2014 grande mist\u00e9rio que n\u00e3o quero desvendar com o meu racioc\u00ednio que \u00e9 g\u00e9lido. Por hora, n\u00e3o quero nem tenho que indagar este mist\u00e9rio para n\u00e3o atrai\u00e7oar o mist\u00e9rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014 Para o cantor e violonista Jo\u00e3o Luiz, o D&#8217;Unha, com quem compartilhei algumas deliciosas impress\u00f5es dos leitores horas a fio, seguidas e divertidas. O meu amigo de olhar nost\u00e1lgico e sereno; ele sim, um sonhador das ideias. \u201cVamos em frente amigo, vamos embora \/ Vamos tomar aquela talagada \/ Vamos cantar que a vida \u00e9 s\u00f3 agora \/ E sem cantar amigo a vida \u00e9 nada\u201d (Chico Buarque, em \u201cSobre press\u00e3o\u201d).<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para quem perguntou sobre os destinos de Karolina com K Mafu\u00e1 de Malungo \u00e9 uma coluna assinada por Elton Becker no site Conquista de Fato Sim, uma hist\u00f3ria se conta, n\u00e3o se explica. O muito que podemos \u00e9 conjeturar, presumir, imaginar. 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