{"id":112630,"date":"2022-02-19T18:38:45","date_gmt":"2022-02-19T21:38:45","guid":{"rendered":"http:\/\/blitzconquista.com.br\/?p=112630"},"modified":"2022-02-19T18:39:28","modified_gmt":"2022-02-19T21:39:28","slug":"contos-travessuras-de-uma-menina-mulheres-acorrentadas-de-heleusa-figueira-camara-faz-40-anos-celebremos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blitzconquista.com.br\/?p=112630","title":{"rendered":"CONTOS: Travessuras de uma menina \u201cMulheres Acorrentadas\u201d, de Heleusa Figueira C\u00e2mara, faz 40 anos. Celebremos!"},"content":{"rendered":"<div class=\"pos-capa-blog\">\n<div class=\"capa-blog\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-111697\" src=\"http:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Elton-Mafua-de-Malungo.jpg\" alt=\"\" width=\"831\" height=\"154\" srcset=\"https:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Elton-Mafua-de-Malungo.jpg 831w, https:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Elton-Mafua-de-Malungo-300x56.jpg 300w, https:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Elton-Mafua-de-Malungo-695x129.jpg 695w, https:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Elton-Mafua-de-Malungo-768x142.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 831px) 100vw, 831px\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"pos-info-post\">\n<div class=\"visualizacao-postagem\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"pos-texto\">\n<figure id=\"0\" class=\"image foto-capa img-capa-media\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" style=\"width: 773px; height: 435px;\" src=\"https:\/\/www.conquistadefato.com.br\/images\/noticias\/12057\/84c9e437b10926eb5adb171adbac0c50.jpeg\" alt=\"Afr\u00e2nio Coutinho, no pref\u00e1cio: \" width=\"370\" height=\"208\" \/><figcaption>Afr\u00e2nio Coutinho, no pref\u00e1cio: &#8220;Heleusa tem o dom de contar&#8221;<\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"texto\">\n<p>Em 1982, enquanto Heleusa Figueira C\u00e2mara (1944-2019) publicava seus contos reunidos no volume \u201cMulheres Acorrentadas\u201d, editado pela Editora C\u00e1tedra, eu estudava no Col\u00e9gio Estadual Fernando Sp\u00ednola. Filho de uma empregada dom\u00e9stica e costureira com um ex-frentista de posto de gasolina, agora exercendo a fun\u00e7\u00e3o carregador, mor\u00e1vamos no bairro Patag\u00f4nia, portanto bem pra l\u00e1 do lado de l\u00e1 da Rio-Bahia. Quem viveu Conquista na segunda metade do s\u00e9culo XX sabe bem o que isto significa. Naqueles tempos, morar \u201cdo lado de l\u00e1\u201d era tem\u00edvel e terr\u00edvel. Lembro de algumas recomenda\u00e7\u00f5es para n\u00e3o dizer onde mor\u00e1vamos, porque morar na Patag\u00f4nia era um ultraje \u00e0 credibilidade p\u00fablica. O apelido do bairro era pata-sem-vergonha, inclusive. E nosso cr\u00e9dito era tamanho que dez anos mais tarde soube de uma vizinha que se viu obrigada a terminar o namoro com um rapaz morador do S\u00e3o Vicente e do \u201clado de c\u00e1 da Rio-Bahia\u201d.<\/p>\n<p>A m\u00e3e do namorado fazia de tudo contra aquele relacionamento. Tanto o fez que conseguiu. Mas, quem botou o ponto final naquele enredo foi mesmo a minha amiga. E a gota d\u2019\u00e1gua aconteceu quando a sogra lhe disse um dia: \u201cJ\u00e1 falei com Ronaldo (nome fict\u00edcio) que eu n\u00e3o quero saber dessa futrica na minha casa de jeito nenhum. E outra\u201d, acrescentou furiosa, \u201cn\u00e3o quero saber de uma maria-ningu\u00e9m da Patag\u00f4nia fazendo \u2018piz\u00earu\u2019 na minha porta\u201d. Haveria, afinal, alguma mulher direita e honesta naquela Patag\u00f4nia? Questionava-se aquela m\u00e3e t\u00e3o ciosa da honra e das virtudes familiares que foram o apan\u00e1gio dos antigos povos. Duvidava e muito! \u201cDuvideod\u00f3\u201d. Umazinha sequer que se desse o respeito n\u00e3o existia naquele bairro para aquela desvelada, ardente e maternal senhora.<\/p>\n<p>Minha vizinha contava que, antes mesmo que pudesse responder ao afrontamento, a sogra saiu \u201csacolejando o tro-l\u00f3-l\u00f3\u201d ligeiro e f\u00e1cil. Foi embora toda gabola com seu requebro e lembrando, talvez, a letra de algum samba. Foi embora oferecendo \u201ca bunda por resposta\u201d, express\u00e3o que Fred Navarro, em seu \u201cDicion\u00e1rio do Nordeste\u201d, informa que \u00e9 sair sem avisar ou sair \u00e0 francesa. N\u00e3o na Patag\u00f4nia dos anos 1980-1990! Oferecer \u201ca bunda por resposta\u201d \u00e9 quando a pessoa n\u00e3o est\u00e1 nem a\u00ed para o que voc\u00ea disse ou vai dizer, pediu ou vai pedir; faz que n\u00e3o quer ouvir, finge que nem ouviu, se vira e vai embora de caso pensado e no maior desprezo, ora.<\/p>\n<p>No momento em que relembrava essa hist\u00f3ria, minha amiga estendia os bra\u00e7os para o alto, abria as m\u00e3os, as distanciava bem uma da outra e bradava: \u201ctro-l\u00f3-l\u00f3 enorme, desse tamanho\u201d. Pela f\u00faria e pelos gestos, deveria ser grande mesmo \u2014 assaz protuberante. Deveria ser uma bunda e tanto, das de tanajura, eu pensava. Ali\u00e1s, t\u00e3o grande e assaz como a dor de seu cora\u00e7\u00e3o ou a apatia do namorado. Terminou com ele, foi inflex\u00edvel. N\u00e3o toleraria aquela impassibilidade sem defensa.<\/p>\n<p>E foi assim, com tais mem\u00f3rias afetivas e entre as mais familiares realidades da minha exist\u00eancia, que me deparei com o tri\u00e2ngulo amoroso de Z\u00e9, Idalina e Zulmira em um dos melhores contos de \u201cMulheres Acorrentadas\u201d, de Heleusa.<\/p>\n<p>Na hist\u00f3ria \u201cFeiti\u00e7o no Z\u00e9\u201d, Zulmira seduz o Z\u00e9 e ela se apresenta como largada, sozinha com duas filhas pequenas nas costas, por\u00e9m \u00e9 dona de duas casas alugadas no Bairro da Patag\u00f4nia; consequentemente, Zulmira era toda empelicada e resolvida na vida. Logo, logo Z\u00e9 vai come\u00e7ar a perceber quanto havia verdade e quanto havia mentira nas palavras de Zulmira. Era tudo embusteirice, menos as duas filhas. Na verdade, nem uma \u201cmeagua\u201d Zulmira n\u00e3o possu\u00eda. Antes, morava em um c\u00f4modo alugado, o pagamento sairia do bolso de Z\u00e9, e era um bolso ruim de cortar.<\/p>\n<p>Zulmira, por sua vez, se dar\u00e1 conta que cada um \u00e9 como cada um. Z\u00e9, casado com Idalina, era pai de sete filhos! Prometera largar a esposa, e nada. Ent\u00e3o, Z\u00e9 e Zulmira s\u00e3o l\u00e9 com l\u00e9 e cr\u00e9 com cr\u00e9, e cada qual com os da sua igualha.<\/p>\n<p>Minha av\u00f3 materna, Dona Od\u00edlia, dizia que o pior dos maridos \u00e9 o marido enfastiado \u2014 algo que ela bem sabia porque casou-se pelo menos umas tr\u00eas vezes. E o fastio de Z\u00e9 espertou Idalina. N\u00e3o demorou muito. A mulher ficou em alerta. Percebeu um bicho roendo e que continuava roendo, zoando, zoando, parecendo ora morrer de todo, ora vibrar ainda, mas sempre incomodando seu ju\u00edzo. E Idalina, ro\u00edda pela desconsidera\u00e7\u00e3o do marido, sente o cheiro da outra \u2014 que a esta altura j\u00e1 estava gr\u00e1vida de Z\u00e9. Idalina descobre tudo, re\u00fane os tr\u00eas filhos maiores (Lene, Ritinha e Gilda) e, empunhando lascas de lenha, os quatro surram Zulmira, que se salva por pouco. A vida de Z\u00e9 se complica totalmente.<\/p>\n<p>Posteriormente, as duas mulheres v\u00e3o recorrer ao mesmo tipo de ardil. Idalina coou um caf\u00e9 com calcinha de menstrua\u00e7\u00e3o e guardada fazia tempo e Z\u00e9 bebeu com gosto, repetidas vezes e at\u00e9 a \u00faltima gota. Zulmira n\u00e3o ficou por baixo. Serviu seu caf\u00e9 com p\u00f3 de mortalha de donzela e terra de cova nova, o corpo ainda nem tinha esfriado direito. Z\u00e9 n\u00e3o resistiu, cedeu aos encantos de Zulmira que ainda trazia uma m\u00e3ozinha de anjo, roubada no cemit\u00e9rio a meia-noite de uma sexta-feira da Paix\u00e3o e defumada com muita reza e muitos sortil\u00e9gios de Dona Chica, a benzedeira. Portanto, era de supor que ambas, Idalinha e Zulmira, rezavam de uma paix\u00e3o pura. E rezavam pelo mesmo brevi\u00e1rio. Z\u00e9 engrandecia-se, mesmo, aos olhos das duas mulheres, como se, de inopino, se encantasse num pr\u00edncipe.<\/p>\n<p>\u2014 E Zulmira refor\u00e7ava, ent\u00e3o, a fama do nosso bairro da Patag\u00f4nia? N\u00e3o creio.<\/p>\n<p>N\u00e3o penso que a literatura seja esteio moral e nem anseio desejoso da sociedade. E aqui eu divirjo de muita gente. A literatura n\u00e3o representa fielmente ou facilmente a realidade, tamb\u00e9m n\u00e3o age diretamente sobre ela. J\u00e1 Arist\u00f3teles defendia n\u00e3o a veridicidade, mas a verossimilhan\u00e7a. E, para Roland Barthes, o texto liter\u00e1rio faz girar os saberes, por\u00e9m n\u00e3o fixa, n\u00e3o fetichiza nenhum deles. \u201cO que garante a sobreviv\u00eancia da literatura n\u00e3o \u00e9 a sua defesa te\u00f3rica nem a sua promo\u00e7\u00e3o por institui\u00e7\u00f5es e, ainda menos, o seu gerenciamento pela ind\u00fastria cultural. \u00c9 o desejo de escrever e o prazer de ler.\u201d, diz-nos a c\u00e9lebre cr\u00edtica Leyla Perrone-Mois\u00e9s, que fora aluna de Barthes e amiga de um sem-n\u00famero de escritores consagrados, como Haroldo de Campos, Osman Lins, Julio Cort\u00e1zar, Waly Salom\u00e3o, Paulo Leminsky, Jos\u00e9 Saramago e L\u00e9vi-Strauss, por exemplo.<\/p>\n<p>E o prazer de ler Heleusa \u00e9 imenso \u2014 melhor: os prazeres s\u00e3o imensos. N\u00e3o tem medida nem nunca ter\u00e1. E \u201cO Feiti\u00e7o do Z\u00e9\u201d \u00e9 um dos mais deliciosos contos de \u201cMulheres Acorrentadas\u201d.<\/p>\n<p>Ao todo, o livro nos traz 15 narrativas em que se tem a certeza de que Heleusa domina o of\u00edcio de escrever com muita firmeza, ali\u00e1s, como assegura Afr\u00e2nio Coutinho em seu pref\u00e1cio, Heleusa tem o dom de contar. \u00c9 percept\u00edvel isto em \u201cJoana da Catanica\u201d, ins\u00f3lita e inabitual hist\u00f3ria da empregada dom\u00e9stica Joana, t\u00e3o incomum quanto o caso de \u201cAmor em Parceria\u201d das amigas L\u00edlia e Alzira; e \u201cAposentadoria Compuls\u00f3ria\u201d, sobre a deslumbrada e muito popular No\u00e9lia. Merecem ainda destaque \u201cJantar, Joias e Mercedes\u201d, \u201cA Mulher Diferente\u201d e \u201cO Recital\u201d.<\/p>\n<p>Por\u00e9m \u00e9 com o conto \u201cPingos de Ontem\u201d que mais rio. E rio como o mar quando se p\u00f5e a rir gargalhadas de espuma.<\/p>\n<p>\u201cPingos de Ontem\u201d fala das travessuras de uma menina que, ao lado das amigas Lucinha e Eliane, vivia na casa de Dona L\u00edgia onde se dependurava em uma mangueira e, usando seus galhos como trap\u00e9zios, inventava mil gin\u00e1sticas e se considerava como artista que o mundo perdia de ver\u2026 Esta hist\u00f3ria \u00e9 a que mais me traz \u00e0 soga a voz de Heleusa. \u00c9 o conto que mais me prende por afeto. E trazer \u00e0 soga \u00e9 principalmente isso: encantar-se, cativar-se por uma coisa imposs\u00edvel de decifra\u00e7\u00e3o. Como seu ex-aluno no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Letras: Cultura, Educa\u00e7\u00e3o e Linguagens (na Uesb), ouv\u00edramos hist\u00f3rias diversas sobre a inf\u00e2ncia e a adolesc\u00eancia de Heleusa. Contudo foi quando eu trabalhava na Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o Prefeitura, e quando ela fora Secret\u00e1ria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o, que conheci as suas perip\u00e9cias naquela mangueira.<\/p>\n<p>Certa vez, em um evento, creio que na Escola Municipal Lycia Pedral, Heleusa falou da \u00e1rvore, a mangueira, sublinhou as brincadeiras e rematou: \u201cVoc\u00eas n\u00e3o imaginam como n\u00f3s trep\u00e1vamos! Trep\u00e1vamos e trep\u00e1vamos na mangueira! Ah, como trep\u00e1vamos\u201d. E n\u00f3s r\u00edamos dela e de suas amigas trepadeiras enla\u00e7adas nos galhos. Assim era Heleusa. Gostava de contar hist\u00f3rias e as contava v\u00edvida, intensa, luminosa, expressiva. Falar, depois, de Heleusa era um risco em quaisquer situa\u00e7\u00f5es. Eu pr\u00f3prio presenciei isto algumas vezes. Certa vez, uma menininha que estava sentada na primeira fila de uma solenidade, arrostou a m\u00e3e: \u201cVamos embora, mam\u00e3e, que essa pessoa n\u00e3o sabe falar como titia Heleusa\u201d! Assim era Heleusa, ela era uma mulher cheinha de harmonias consoladoras e de luminosas esperan\u00e7as para uma radiante aurora.<\/p>\n<p>Dizem que Clarice Lispector recomendava aos seus editores nunca mexer nas suas v\u00edrgulas. \u201cMinha pontua\u00e7\u00e3o \u00e9 a minha respira\u00e7\u00e3o\u201d, dizia a autora de \u201cA Hora da Estrela\u201d. No caso de Heleusa, o sistema de sinais que ela usa transcreve elementos pros\u00f3dicos da sua fala. Mais que sua respira\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel ouvi-la. A tua voz fala amorosa&#8230; t\u00e3o meiga fala que me aquece. Que \u00e9 valsa a sua branda prosa. Meu cora\u00e7\u00e3o desentristece \u2014 \u00e9 como um poema!<\/p>\n<p>Praza a Deus que outros a leiam. Praza a Deus que a gente possa celebrar muito contente os 40 anos de \u201cMulheres Acorrentadas\u201d. Celebremos as travessuras liter\u00e1rias de uma menina que partiu para o universo do encantamento em 6 de janeiro de 2019, aos 74 anos. Hoje, mais que nunca, Heleusa, guardo teu sorriso de bondades grandes, teus singelos francos olhos e aquela cara de ser boa pe\u00e7a. Que saudade\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014 Para Diana, M\u00f4nica, Danilo e Ver\u00f4nica, filhos de Heleusa, e seu esposo Almir. Para todos do Comit\u00ea Proler\/UESB de Vit\u00f3ria da Conquista; Lana Sheila Rocha; Ana Isabel; Orlando Celino; Ros\u00e1lia Rocha; Mar\u00edlia Flores Seixas e Maria do Carmo.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Afr\u00e2nio Coutinho, no pref\u00e1cio: &#8220;Heleusa tem o dom de contar&#8221; Em 1982, enquanto Heleusa Figueira C\u00e2mara (1944-2019) publicava seus contos reunidos no volume \u201cMulheres Acorrentadas\u201d, editado pela Editora C\u00e1tedra, eu estudava no Col\u00e9gio Estadual Fernando Sp\u00ednola. 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