{"id":115443,"date":"2022-04-29T16:41:14","date_gmt":"2022-04-29T19:41:14","guid":{"rendered":"http:\/\/blitzconquista.com.br\/?p=115443"},"modified":"2022-04-29T16:41:14","modified_gmt":"2022-04-29T19:41:14","slug":"cientistas-da-uesb-pesquisam-repelente-a-base-de-planta-da-caatinga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blitzconquista.com.br\/?p=115443","title":{"rendered":"Cientistas da Uesb pesquisam repelente \u00e0 base de planta da Caatinga"},"content":{"rendered":"<div class=\"col m8 offset-m2\">\n<div id=\"attachment_53793\" class=\"wp-caption aligncenter\">\n<figure id=\"attachment_53793\" aria-describedby=\"caption-attachment-53793\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"responsive-img wp-image-53793 size-full\" src=\"http:\/\/www.uesb.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/pesquisa-croton-repelente-03.png\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" aria-describedby=\"caption-attachment-53793\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-53793\" class=\"wp-caption-text\">A esp\u00e9cie\u00a0Croton argyrophyllus, conhecida como \u201cVelame Falso\u201d, \u00e9 natural da Caatinga brasileira (Foto: Acervo das pesquisadoras)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Sabe aquele conhecimento ancestral que passa de uma gera\u00e7\u00e3o para outra? Ele tem sido utilizado em pesquisas cient\u00edficas na Uesb, como no caso do repelente \u00e0 base de \u00f3leos essenciais produzidos a partir do cr\u00f3ton, planta nativa da Caatinga brasileira. O estudo \u00e9 coordenado pelas professoras e pesquisadoras Simone Gualberto e D\u00e9bora Cardoso da Silva, vinculadas ao Departamento de Ci\u00eancias Exatas e Naturais (DCEN). campus de Itapetinga.<\/p>\n<p>O potencial repelente feito a partir do cr\u00f3ton foi identificado por meio da pesquisa Etnobot\u00e2nica, um ramo que trata as rela\u00e7\u00f5es das comunidades tradicionais com as plantas do seu conv\u00edvio, realizada na Floresta Nacional de Contendas do Sincor\u00e1. De acordo com as professoras, as informa\u00e7\u00f5es sobre esp\u00e9cies aut\u00f3ctones, ou seja, origin\u00e1rias do pr\u00f3prio territ\u00f3rio onde habitam, n\u00e3o s\u00e3o encontradas com facilidade na literatura, porque s\u00e3o pouco conhecidas ou s\u00e3o conhecidas somente pela popula\u00e7\u00e3o daquela regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cComo a gente trabalha com inseticidas e repelentes, a gente vai para essas comunidades para saber o que usam como repelente, como inseticida na casa ou, at\u00e9 mesmo, no campo. E toda essa popula\u00e7\u00e3o tem, em casa mesmo, no pr\u00f3prio quintal, v\u00e1rias plantas que utilizam no dia a dia. Ent\u00e3o, a primeira etapa que a gente faz, quando queremos trabalhar com esp\u00e9cies nativas, \u00e9 fazer esse levantamento etnobot\u00e2nico na comunidade e trazer para o laborat\u00f3rio para estudar\u201d, explica Gualberto.<\/p>\n<div id=\"attachment_53789\" class=\"wp-caption aligncenter\">\n<figure id=\"attachment_53789\" aria-describedby=\"caption-attachment-53789\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"responsive-img wp-image-53789 size-full\" src=\"http:\/\/www.uesb.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/pesquisa-croton-repelente.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" aria-describedby=\"caption-attachment-53789\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-53789\" class=\"wp-caption-text\">Tr\u00eas esp\u00e9cies de cr\u00f3tons s\u00e3o estudadas no Lapin e Lapron:\u00a0linearifolius,\u00a0argyrophyllus\u00a0e\u00a0tetradenius<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p><strong>O potencial do cr\u00f3ton da Caatinga <\/strong>\u2013 Apesar de estudarem algumas outras esp\u00e9cies, o cr\u00f3ton sempre chamou a aten\u00e7\u00e3o das pesquisadoras, visto que \u00e9 uma esp\u00e9cie que se desenvolve em condi\u00e7\u00f5es adversas e que, por conta disso, metaboliza \u00f3leos essenciais fundamentais para a sua defesa e sobreviv\u00eancia. \u201cA Caatinga \u00e9 um bioma exclusivamente brasileiro. Ent\u00e3o, a gente n\u00e3o encontra isso em nenhum outro lugar do mundo. Mesmo que a gente encontre esp\u00e9cies de cr\u00f3ton em outras regi\u00f5es, em outros pa\u00edses, o ambiente \u00e9 completamente diferente, ent\u00e3o elas v\u00e3o produzir compostos que s\u00e3o diferentes\u201d, esclarece a pesquisadora. \u201cIsso \u00e9 de uma riqueza t\u00e3o grande, porque aquele ambiente, por ser in\u00f3spito, \u00e9 que provoca na planta essa capacidade de produzir compostos que fazem com que ela consiga se desenvolver naquele meio\u201d, conta Gualberto.<\/p>\n<p>S\u00e3o v\u00e1rias esp\u00e9cies diferentes de cr\u00f3tons, no entanto, apenas tr\u00eas esp\u00e9cies s\u00e3o estudadas no Laborat\u00f3rio de Pesquisas de Inseticidas Naturais (Lapin) e no Laborat\u00f3rio de Pesquisas e Produtos Naturais (Lapron): o\u00a0<em>linearifolius<\/em>,\u00a0<em>argyrophyllus<\/em>\u00a0e o\u00a0<em>tetradenius.<\/em>\u00a0As tr\u00eas apresentaram propriedades mais interessantes para os estudos das pesquisadoras e, tamb\u00e9m, os mais citados pelas comunidades tradicionais no levantamento etnobot\u00e2nico. Conforme as pesquisadoras, s\u00e3o realizadas pesquisas b\u00e1sicas no Lapin e Lapron, por isso, eles possuem parcerias com outros laborat\u00f3rios da Uesb e de outras universidades, como a Universidade Federal de Pernambuco, para realiza\u00e7\u00e3o de testes como avalia\u00e7\u00e3o de toxicidade, cromatografia, dentre outras etapas.<\/p>\n<div id=\"attachment_53788\" class=\"wp-caption aligncenter\">\n<figure id=\"attachment_53788\" aria-describedby=\"caption-attachment-53788\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"responsive-img wp-image-53788 size-full\" src=\"http:\/\/www.uesb.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/pesquisa-croton-repelente-02.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"433\" aria-describedby=\"caption-attachment-53788\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-53788\" class=\"wp-caption-text\">J\u00e1 est\u00e1 em andamento o pedido de patente do produto, com testes sendo feitos na Universidade Federal de Pernambuco, parceira dos laborat\u00f3rios<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p><strong>A produ\u00e7\u00e3o do repelente \u2013<\/strong>\u00a0\u201cExiste o pedido da patente para a formula\u00e7\u00e3o da blande do cr\u00f3ton\u00a0<em>tetradenius<\/em>\u00a0com o\u00a0<em>argyrophyllus<\/em>. Eles est\u00e3o fazendo testes na Universidade Federal de Pernambuco. A gente faz aqui os testes preliminares, mas esses testes cl\u00ednicos, que s\u00e3o feitos no ser humano, que coloca na pele e v\u00ea quanto tempo age, ainda n\u00e3o est\u00e1 podendo fazer, pois s\u00f3 poder\u00e1 ser feito ap\u00f3s a libera\u00e7\u00e3o dos testes preliminares\u201d, explica Silva. \u201cPara isso, precisamos ter laborat\u00f3rios especializados. Por isso, muitas vezes, \u00e9 demorado colocar um produto no mercado, porque cada laborat\u00f3rio tem uma especialidade\u201d, complementa.<\/p>\n<p>De acordo com as professoras, essa pesquisa s\u00f3 foi poss\u00edvel a partir do conhecimento popular. \u201cN\u00f3s precisamos dos ind\u00edgenas, sertanejos, quilombolas que tenham esse conhecimento tradicional que est\u00e1 sendo passado. Por isso, \u00e9 importante a preserva\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o e do ambiente deles. Isso \u00e9 fundamental, sen\u00e3o vai se perder\u201d, concluiu Silva.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Ascom &#8211; UESB<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sabe aquele conhecimento ancestral que passa de uma gera\u00e7\u00e3o para outra? Ele tem sido utilizado em pesquisas cient\u00edficas na Uesb, como no caso do repelente \u00e0 base de \u00f3leos essenciais produzidos a partir do cr\u00f3ton, planta nativa da Caatinga brasileira. 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