{"id":132429,"date":"2024-06-24T22:22:12","date_gmt":"2024-06-25T01:22:12","guid":{"rendered":"http:\/\/blitzconquista.com.br\/?p=132429"},"modified":"2024-06-24T22:22:12","modified_gmt":"2024-06-25T01:22:12","slug":"moradores-de-comunidades-onde-nao-havia-agua-potavel-vivem-atualmente-em-vilas-produtivas-rurais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blitzconquista.com.br\/?p=132429","title":{"rendered":"Moradores de comunidades onde n\u00e3o havia \u00e1gua pot\u00e1vel vivem, atualmente, em Vilas Produtivas Rurais"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"notices-list__blog-card__summary\" style=\"text-align: center;\">Moradores de comunidades onde n\u00e3o havia \u00e1gua pot\u00e1vel vivem, atualmente, em Vilas Produtivas Rurais, com acesso ao bem e com lotes apropriados para irriga\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<div id=\"js-text-clipboard\" class=\"notice-content__show js-notice-expand js-permit-copy auto-height\">\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-132431\" src=\"http:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/6379b046-b14b-46f7-834f-39d0ccf1e40b-695x391.jpeg\" alt=\"\" width=\"695\" height=\"391\" srcset=\"https:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/6379b046-b14b-46f7-834f-39d0ccf1e40b-695x391.jpeg 695w, https:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/6379b046-b14b-46f7-834f-39d0ccf1e40b-300x168.jpeg 300w, https:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/6379b046-b14b-46f7-834f-39d0ccf1e40b-470x264.jpeg 470w, https:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/6379b046-b14b-46f7-834f-39d0ccf1e40b-640x360.jpeg 640w, https:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/6379b046-b14b-46f7-834f-39d0ccf1e40b-215x120.jpeg 215w, https:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/6379b046-b14b-46f7-834f-39d0ccf1e40b-414x232.jpeg 414w, https:\/\/blitzconquista.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/6379b046-b14b-46f7-834f-39d0ccf1e40b.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 695px) 100vw, 695px\" \/>O agricultor C\u00edcero Taveira, 69 anos, lembra-se de ter dormindo sem comer, v\u00e1rias vezes, porque n\u00e3o tinha \u00e1gua em casa. A vida dura do sert\u00e3o nordestino obrigava-o a escolher se tomava banho, bebia \u00e1gua ou cozinhava. Isso quando havia essa possibilidade. Atualmente, a realidade \u00e9 outra. Gra\u00e7as \u00e0s obras do Projeto de Integra\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco (PISF), que, desde 2018, garantem \u00e1gua pot\u00e1vel \u00e0s popula\u00e7\u00f5es dos Estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Cear\u00e1 e Para\u00edba.<\/p>\n<p>Apesar de inauguradas pelo governo anterior, ainda h\u00e1 pend\u00eancias. Em abril deste ano, o presidente Lu\u00eds In\u00e1cio Lula da Silva e o ministro da Integra\u00e7\u00e3o e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Waldez G\u00f3es, assinaram, em Iguatu (Cear\u00e1), ordem de servi\u00e7o para concluir as 3,5% das obras faltantes. S\u00e3o as chamadas \u201cobras de acesso\u201d, compostas por ramais, t\u00faneis e continuidade de constru\u00e7\u00f5es, como \u00e9 o caso do Ramal do Salgado, regi\u00e3o onde vive C\u00edcero Taveira.<\/p>\n<p>O agricultor disse ter ficado muito satisfeito quando o Governo Federal deu um local para que ele morasse com a fam\u00edlia na Vila Retiro. Al\u00e9m da melhoria da qualidade de vida, com \u00e1gua pot\u00e1vel e em abund\u00e2ncia, ele diz que, agora, consegue estar mais perto da fam\u00edlia. \u201cTenho um filho que mora aqui do lado, meu neto mora com ele, mas passa muito aqui. \u00c9 muito bom ter a fam\u00edlia por perto tamb\u00e9m. Ainda mais quando chegamos a essa idade. S\u00f3 saio aqui para o cemit\u00e9rio. Mas que demore muito ainda\u201d, disse, \u00e0s gargalhadas. Ele agradece por seu neto ter sofrido pouco por causa da escassez de \u00e1gua. \u201cDa minha fam\u00edlia, s\u00f3 minha esposa passou o que passei. Tinha pouca \u00e1gua, era dif\u00edcil conseguir\u201d, destacou.<\/p>\n<p>A comunidade onde vive C\u00edcero Taveira faz parte do Projeto B\u00e1sico Ambiental (PBA), elaborado a partir das recomenda\u00e7\u00f5es propostas no Estudo de Impacto Ambiental (EIA), para melhorar as condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas e culturais da regi\u00e3o, com a implementa\u00e7\u00e3o da irriga\u00e7\u00e3o de pequeno porte, como forma de garantir a diversifica\u00e7\u00e3o e a eleva\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e diversidade de culturas nas Vilas Produtivas Rurais (VPRs), assentamentos do Incra e comunidades Ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>As VPR\u2019s s\u00e3o \u00e1reas implantadas pelo MIDR para reassentamento de fam\u00edlias que residiam na faixa de implanta\u00e7\u00e3o das obras do PISF e possuem uma vila residencial e \u00e1reas pr\u00f3prias para produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria em lotes de sequeiro e irrigados.<\/p>\n<p>Atualmente os eixos estruturantes do PISF, o Eixo Norte e Eixo Leste, encontram-se totalmente operacionais e com o avan\u00e7o f\u00edsico das obras em 98,98%, restando apenas obras complementares para atingir os 100% de execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>\u00c1gua tratada<\/b><\/p>\n<p>Equipe de reportagem do MIDR esteve em Penaforte, no Cear\u00e1, na Vila Retiro, onde 120 pessoas s\u00e3o beneficiadas. Elas vivem em um local com mais recursos do que antes, quando ainda n\u00e3o havia obras da Transposi\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco. Eles receberam lotes para produzir e, at\u00e9 o final de outubro deste ano, o Minist\u00e9rio da Integra\u00e7\u00e3o e do Desenvolvimento Regional entregar\u00e1 mais lotes para produ\u00e7\u00e3o a outras fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Outra beneficiada com o projeto \u00e9 a agricultora Francisca Maria dos Santos, 55 anos. Ela nasceu em Jati (Cear\u00e1), onde hoje existe uma barragem, e mora em Penaforte h\u00e1, aproximadamente, oito anos. \u201cPosso dizer que n\u00f3s fomos aben\u00e7oados, pois a gente n\u00e3o tinha terra para plantar, morava em \u00e1reas que eram dos outros, de favor. E hoje em dia moro no que \u00e9 meu\u201d, disse, bastante emocionada. Durante toda a conversa, ela n\u00e3o conseguiu segurar as l\u00e1grimas. Agora, de alegria por ter uma vida melhor, em raz\u00e3o de viver, atualmente, em uma vila produtivas rural e ter acesso \u00e0 \u00e1gua em quantidade e em qualidade.<\/p>\n<p>\u201cCom essa \u00e1gua, nossa situa\u00e7\u00e3o mudou e muito, pois muita gente n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es financeiras de cavar um po\u00e7o. E, mesmo se cavasse, a \u00e1gua n\u00e3o teria qualidade. Antes da transposi\u00e7\u00e3o, tinha muito problema de sa\u00fade. Meu filho mesmo, o Gabriel, vivia internado por beber \u00e1gua salgada, sem tratamento, pois a gente bebia \u00e1gua de rio, de cacimba. Vivia doente, mas depois que a gente se mudou para a vila, ele nunca mais teve problema de sa\u00fade\u201d, contou Francisca, que consegue alimentar sua fam\u00edlia com o que produz.<\/p>\n<p>O agricultor Josu\u00e9 Raimundo dos Santos, 46, atesta o relato de Francisca. Ele nasceu em Salgueiro (Pernambuco), e mora em Penaforte. \u201cA gente tinha que pegar \u00e1gua nos a\u00e7udes, fui muitas vezes em cima de um jumento e n\u00e3o era \u00e1gua com qualidade. Quando chegava o auge da seca, a gente dependia de carro-pipa. Hoje n\u00f3s estamos em um lugar rico, comparando do lugar que a gente estava antes\u201d, lembrou.<\/p>\n<p>\u201cNa vila, a gente produz diversos cultivos, como o coentro, o piment\u00e3o, a batata-doce. Com \u00e1rea irrigada, acho que conseguiremos, al\u00e9m de produzir para o consumo da nossa fam\u00edlia, vendermos e termos algum dinheiro extra. \u00a0Eu morava onde hoje fica a Barragem de Milagres. E fico feliz que, por meio dela, tem muito nordestino matando a sede\u201d, comemorou Josu\u00e9 Raimundo.<\/p>\n<p>Fonte: MIDR<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Moradores de comunidades onde n\u00e3o havia \u00e1gua pot\u00e1vel vivem, atualmente, em Vilas Produtivas Rurais, com acesso ao bem e com lotes apropriados para irriga\u00e7\u00e3o O agricultor C\u00edcero Taveira, 69 anos, lembra-se de ter dormindo sem comer, v\u00e1rias vezes, porque n\u00e3o tinha \u00e1gua em casa. 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