{"id":62451,"date":"2017-08-08T03:51:40","date_gmt":"2017-08-08T06:51:40","guid":{"rendered":"http:\/\/blitzconquista.com.br\/?p=62451"},"modified":"2017-08-08T03:53:46","modified_gmt":"2017-08-08T06:53:46","slug":"alunos-da-uesb-denunciam-intoxicacao-no-ru-video-mostra-larva-em-comida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blitzconquista.com.br\/?p=62451","title":{"rendered":"Alunos da Uesb denunciam intoxica\u00e7\u00e3o no RU; v\u00eddeo mostra larva em comida"},"content":{"rendered":"<p>Correio24h\/Por M\u00e1rio Bittencourt &#8211; Ao menos 16 estudantes da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), campus de Vit\u00f3ria da Conquista, est\u00e3o se queixando de intoxica\u00e7\u00e3o alimentar, depois de terem almo\u00e7ado no bandej\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o. Um v\u00eddeo divulgado na internet, na semana passada, mostra uma larva se movendo na comida servida pelo restaurante universit\u00e1rio (RU). A suposta intoxica\u00e7\u00e3o, segundo eles, ocorreu no \u00faltimo dia 28. Os estudantes cobram da reitoria uma investiga\u00e7\u00e3o sobre os alimentos que s\u00e3o servidos \u00e0 comunidade acad\u00eamica. A Uesb diz que o caso est\u00e1 sendo apurado.<\/p>\n<p><i>\u201cNem tomei caf\u00e9 da manh\u00e3 nesse dia. Almocei no restaurante arroz, feij\u00e3o, carne de porco e salada. Comi pouco em casa \u00e0 noite. Na madrugada, tive diarreia, \u00e2nsia de v\u00f4mito e calafrio\u201d,<\/i> afirmou a estudante do 5\u00ba semestre de Jornalismo Leilane Cristina Fuersuti, 22 anos. <i>\u201cN\u00e3o tenho d\u00favidas que foi por causa da comida do restaurante. Ainda fiquei mal no s\u00e1bado, s\u00f3 melhorei mesmo no domingo\u201d<\/i>, completou a universit\u00e1ria, cuja colega, Manuela Scipioni, 21, com quem almo\u00e7ou junto no mesmo dia, passou pela mesma situa\u00e7\u00e3o. As duas disseram ter comido no bandej\u00e3o, que custa R$ 3,75 \u2013 alunos beneficiados pelo Programa de Assist\u00eancia Estudantil pagam R$ 1. J\u00e1 no quilo, a refei\u00e7\u00e3o sai a R$ 10. <i>\u201cTive uma das piores noites de minha vida e s\u00f3 pode ter sido por causa da comida\u201d<\/i>, refor\u00e7ou Manuela.<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" frameborder=\"0\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xWut7QUYx8U\" width=\"340\" height=\"315\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>H\u00e1 suspeitas de que elas tinham sofrido intoxica\u00e7\u00e3o alimentar por conta da comida do RU foram refor\u00e7adas na segunda, quando outros alunos come\u00e7aram a divulgar os casos entre colegas. Eles fizeram um abaixo-assinado para pedir que provid\u00eancias sejam tomadas e que j\u00e1 conta com mais de 300 assinaturas. A ideia do grupo \u00e9 se reuniu para protestar contra a situa\u00e7\u00e3o durante esta semana.<\/p>\n<p>O coordenador geral do Diret\u00f3rio Central dos Estudantes (DCE) William Martins disse que <i>\u201ch\u00e1 um bom tempo h\u00e1 reclama\u00e7\u00f5es [a respeito da m\u00e1 qualidade da comida]\u201d. \u201cEu, pessoalmente, j\u00e1 passei mal. Fiquei tr\u00eas dias mal e parei de comer l\u00e1 tem oito meses\u201d<\/i>, ilustrou. <i>\u201cIsso vem desde o ano passado. A qualidade da comida \u00e9 p\u00e9ssima h\u00e1 um bom tempo. J\u00e1 reclamamos com a reitoria e n\u00e3o foi tomada provid\u00eancia. Por um tempo, melhorou a qualidade da comida, mas piorou. J\u00e1 foi encontrada aranha, caco de vidro\u201d<\/i>, afirmou Martins.<i> \u201cIsso vem desde o ano passado. A qualidade da comida \u00e9 p\u00e9ssima h\u00e1 um bom tempo. (&#8230;) J\u00e1 foi encontrada aranha, caco de vidro.\u201d<\/i><\/p>\n<p>H\u00e1 quem elogie. No restaurante s\u00e3o servidas mais de 700 refei\u00e7\u00f5es, diariamente. Alguns estudantes ouvidos pelo CORREIO nesta segunda-feira (7) elogiaram o alimento, outros criticaram n\u00e3o s\u00f3 a comida, como o atendimento.<i> \u201cComo aqui quase todos os dias e nunca tive problemas. Acho as refei\u00e7\u00f5es muito satisfat\u00f3rias, tanto no que se refere ao pre\u00e7o quanto ao sabor e \u00e0 diversidade\u201d<\/i>, comentou o estudante Ciro Aguiar, 18, da Escola Agrot\u00e9cnica S\u00e9rgio de Carvalho, que funciona dentro do campus da Uesb. <i>\u201cComo aqui quase todos os dias e nunca tive problemas. Acho as refei\u00e7\u00f5es muito satisfat\u00f3rias, tanto no que se refere ao pre\u00e7o quanto ao sabor.\u201d<\/i><\/p>\n<p>Tamiles Lopes, 30, do 1\u00ba semestre de Pedagogia, disse que acha <i>\u201c\u00f3tima a comida\u201d<\/i>, sobretudo a variedade. <i>\u201cEsse pre\u00e7o \u00e9 muito atrativo. Vem at\u00e9 gente de fora comer aqui\u201d<\/i>, acrescentou. Uma estudante de Psicologia que n\u00e3o quis ter o nome divulgado afirmou que <i>\u201cpercebe m\u00e1 vontade dos funcion\u00e1rios em servir a comida\u201d. \u201cElas ficam economizando, colocando pouco\u201d<\/i>, reclamou. Na manh\u00e3 desta segunda-feira, a empresa que administra o restaurante e a assessoria de comunica\u00e7\u00e3o da Uesb informaram que enviariam nota ao CORREIO no final da tarde, comentando sobre o assunto, mas isto n\u00e3o ocorreu.<\/p>\n<p>A Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria de Vit\u00f3ria da Conquista informou que n\u00e3o foi acionada para averiguar o caso. Uesc sofreu interdi\u00e7\u00e3o Um dos registros mais graves de intoxica\u00e7\u00e3o alimentar em restaurantes universit\u00e1rios ocorreu na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), no Sul da Bahia, em julho de 2016. Os alunos tiveram diarreia, v\u00f4mito e enjoo. Mais de 100 pessoas se queixaram de terem passado mal depois de se alimentar no restaurante. Dias depois, a Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria de Ilh\u00e9us interditou o local, que voltou a funcionar cerca de um m\u00eas depois, com a realiza\u00e7\u00e3o de reformas estruturais. \u201cHoje, est\u00e1 indo bem, mas ano passado foi um Deus nos acuda. Por dois dias, houve gente reclamando. Depois, vimos que foi uma situa\u00e7\u00e3o pontual, mas que n\u00e3o pode ocorrer. Atualmente, est\u00e1 60% melhor que era antes\u201d, declarou o coordenador de Comunica\u00e7\u00e3o do DCE Wiqui Souza, do 6\u00ba semestre de Administra\u00e7\u00e3o. Procurada para informar sobre quais obras foram feitas no restaurante, ap\u00f3s o caso, a Uesc disse que precisaria de mais tempo para atender \u00e0 demanda do CORREIO. No restaurante da Uesc, o aluno paga R$ 7 pelo quilo da comida, R$ 5,50 caf\u00e9 e janta e s\u00e3o distribu\u00eddas 1.500 senhas por dia que d\u00e3o direito a alimenta\u00e7\u00e3o de gra\u00e7a. A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) tamb\u00e9m possui restaurante universit\u00e1rio, o qual, inclusive, j\u00e1 foi alvo de ocupa\u00e7\u00e3o por parte de estudantes que cobravam melhorias na qualidade da comida. A ocupa\u00e7\u00e3o, ocorrida em 2012, durou quase 100 dias. Atualmente, comem de gra\u00e7a no restaurante os 228 estudantes residentes na Uefs. No caf\u00e9, pagam R$ 0,50 e R$ 0,80 na janta. Outros alunos pagam R$ 1,00 no bandej\u00e3o. Para quem n\u00e3o tem direito ao benef\u00edcio, o almo\u00e7o custa R$ 8,20 o quilo e R$ 4,00 o caf\u00e9 e janta. A Coordena\u00e7\u00e3o de Assuntos Estudantis da Uefs informou que atualmente o DCE da institui\u00e7\u00e3o est\u00e1 sem gest\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Correio24h\/Por M\u00e1rio Bittencourt &#8211; Ao menos 16 estudantes da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), campus de Vit\u00f3ria da Conquista, est\u00e3o se queixando de intoxica\u00e7\u00e3o alimentar, depois de terem almo\u00e7ado no bandej\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o. Um v\u00eddeo divulgado na internet, na semana passada, mostra uma larva se movendo na comida servida pelo restaurante universit\u00e1rio (RU). 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