{"id":67687,"date":"2018-01-13T00:32:29","date_gmt":"2018-01-13T03:32:29","guid":{"rendered":"http:\/\/blitzconquista.com.br\/?p=67687"},"modified":"2018-01-13T00:32:29","modified_gmt":"2018-01-13T03:32:29","slug":"opiniao-pedalada-de-herzem-e-as-pedras-jogadas-pra-cima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blitzconquista.com.br\/?p=67687","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: A pedalada de Herzem e as pedras jogadas pra cima"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Por Ernesto Marques<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A sabedoria popular recomenda cuidado ao jogar pedras para o alto pelo risco de alguma delas cair sobre a cabe\u00e7a de quem as atira. Durante oito anos, desde a sua primeira candidatura a prefeito de Vit\u00f3ria da Conquista, o radialista H\u00e9rzem Gusm\u00e3o fez dos microfones da Clube FM a sua artilharia e lan\u00e7ou, diariamente, rajadas de pedras aos c\u00e9us, em sua obstinada &#8211; para n\u00e3o dizer obsessiva &#8211; busca pelo poder.<br \/>\nA voz oficial da administra\u00e7\u00e3o da cidade, ecoada pelos canais institucionais de comunica\u00e7\u00e3o da Prefeitura e amplificada pela voz potente do prefeito e sua not\u00f3ria capacidade de comunica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o devem ser a palavra final sobre assuntos de interesse p\u00fablico.<br \/>\nHouve uma leg\u00edtima pedalada, ao tentar jogar para o exerc\u00edcio que se inicia, despesa do exerc\u00edcio anterior. Ou n\u00e3o?<br \/>\nPorque o adicional de \u2153 das f\u00e9rias do professorado municipal, sem comunica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, n\u00e3o fora creditado em dezembro, como acontecia h\u00e1 20 anos? O limite permitido de gastos com pessoal foi ultrapassado ou n\u00e3o?<br \/>\nAo se justificar pela sua comunica\u00e7\u00e3o oficial, H\u00e9rzem reduz uma afronta direta \u00e0 Lei de Responsabilidade Fiscal a uma mera questi\u00fancula burocr\u00e1tica. T\u00e3o insignificante, que nem precisa ser explicada. \u201cEntraves burocr\u00e1ticos\u201d diz a nota. Entraves burocr\u00e1ticos, oras! Nada demais\u2026<br \/>\nComo se pudesse funcionar como \u00e1libe, o texto atribui a pr\u00e1tica ao Governo do Estado, onde a regra \u00e9 a mesma que prevaleceu no funcionalismo municipal nos 20 anos anteriores \u00e0 posse do atual prefeito. Neste caso, a verdade factual \u00e9 uma mentira oficial, porque essa pr\u00e1tica n\u00e3o acontece como regra na rede estadual pelo menos desde 2007 &#8211; se isso algum dia foi regra em qualquer governo.<br \/>\nCoisa parecida se fez para justificar o recuo atabalhoado numa decis\u00e3o relevante e com potencial para azedar a rela\u00e7\u00e3o com vereadores. A publica\u00e7\u00e3o de um decreto com o veto total a um projeto aprovado na C\u00e2mara por unanimidade foi atribu\u00eddo a um &#8220;problema t\u00e9cnico na atualiza\u00e7\u00e3o do Di\u00e1rio Oficial&#8221;. A regulamenta\u00e7\u00e3o dos pared\u00f5es de som foi apresentada pela sua base e encaminhada para o prefeito sancionar, vetar em parte ou no todo e publicar sua decis\u00e3o do DOM. Depois de mais uma sequ\u00eancia de justificativas, entre C\u00e2mara e Prefeitura, j\u00e1 n\u00e3o se sabe se o projeto afinal foi ou n\u00e3o votado e aprovado. Mas foi encaminhado pela Secretaria da C\u00e2mara como se fosse.<br \/>\nFalando em \u201cdefesa do interesse p\u00fablico\u201d e em \u201cinconstitucionalidade\u201d para justificar o veto total, o texto de um decreto impresso em papel timbrado com o bras\u00e3o do Munic\u00edpio foi parar na mesa do prefeito. Se o gestor da capital do Sudoeste assina um documento dessa import\u00e2ncia sem ler atentamente antes a cidade est\u00e1 sob risco.<br \/>\nAtrav\u00e9s de um login e uma senha, o sistema on line de edi\u00e7\u00e3o do Di\u00e1rio Oficial do Munic\u00edpio identifica o usu\u00e1rio e registra data e hora de cada opera\u00e7\u00e3o de envio de conte\u00fado para publica\u00e7\u00e3o. A vers\u00e3o oficial de \u201cproblema t\u00e9cnico na atualiza\u00e7\u00e3o\u201d n\u00e3o sobrevive a meia d\u00fazia de cliques pelo servidor respons\u00e1vel pela administra\u00e7\u00e3o do sistema. A verdade factual \u00e9 mais uma vez torturada, e vira mais uma mentira oficial.<br \/>\nO dever de responsabilidade para com a sociedade no trato da palavra \u00e9 o \u00fanico limite aceit\u00e1vel a um comunicador. Mas para qualquer pessoa distinguida com um mandato popular, este dever de zelar pelo que se diz \u00e9 um imperativo \u00e9tico. Um comunicador n\u00e3o deve banalizar o valor da palavra, mat\u00e9ria-prima do seu of\u00edcio. Um prefeito n\u00e3o tem o direito de faz\u00ea-lo.<br \/>\nComo na F\u00edsica, a Lei da Gravidade, que explicou cientificamente a queda de uma ma\u00e7\u00e3 sobre a cabe\u00e7a de Isaac Newton, tem sua equivalente na pol\u00edtica. Ela atrai as pedras atiradas para cima para a cabe\u00e7a de quem joga. V\u00e1rias, inevitavelmente cair\u00e3o em alta velocidade sobre o cucurute do atirador.<br \/>\nPara merecer o reconhecimento p\u00fablico e os aplausos por acertos de uma gest\u00e3o, \u00e9 preciso ter humildade e disposi\u00e7\u00e3o para reconhecer erros que qualquer pessoa \u00e9 capaz de cometer. Transferir para a seringa da reprova\u00e7\u00e3o p\u00fablica o bra\u00e7o de servidores, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 falta de coragem. \u00c9 falta de honestidade intelectual, para dizer o m\u00ednimo.<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><em>*Ernesto Marques \u00e9 jornalista formado pela Facom-UFBa e \u00e9 o atual vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Baiana de Imprensa \u2013 ABI<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ernesto Marques A sabedoria popular recomenda cuidado ao jogar pedras para o alto pelo risco de alguma delas cair sobre a cabe\u00e7a de quem as atira. 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