A Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres (SMPM), por meio da Coordenação de Enfrentamento à Violência Contra Mulheres e o Centro de Referência Albertina Vasconcelos (Crav), realizou uma atividade de grupo terapêutico no Cristo de Mário Cravo, na terça-feira (27). A ação, voltada ao público feminino, integra a campanha Janeiro Branco, que conscientiza sobre o cuidado com a saúde mental.

Grupo terapêutico no Cristo de Mario Cravo

A atividade contou com a orientação de psicóloga e nutricionista, unindo saúde física e mental. A coordenadora de Enfrentamento à Violência,  Monique Cajaíba, relatou o principal objetivo da atividade: “Essa ação marca o início das nossas atividades terapêuticas e de integração. Ela tem como objetivo fazer com que as mulheres, além de se beneficiarem de questões do bem-estar, possam se integrar mais com os espaços urbanos.”

Para abordar o autocuidado físico, a nutricionista Bárbara de Almeida apresentou a importância da alimentação para o bem-estar: “Nós vamos trabalhar a vivência da alimentação para o dia-a-dia, que faz grande diferença na vida dessas mulheres, trazendo na prática alguns alimentos, com excesso de açúcar, de gordura e de sal.   A alimentação tem ligação direta com o bem-estar  emocional, pela conexão do corpo e da mente”, afirmou.

A psicóloga do Crav, Catarina Sant’ana, destacou a promoção do bem-estar e o cuidado: “A gente vai desenvolver uma prática meditativa, para trazê-las ao momento presente. Essa é uma ferramenta para diminuir o estresse, que não substitui a terapia ou um acompanhamento médico, mas é um momento de socialização, que é muito importante, e elas valorizam”.

Referenciada há 14 anos, Arlane Cabral, contou sua experiência transformadora:  “É muito importante, enriquece muito a pessoa, trata das nossas vidas, alegria, esperança de viver. Pela minha superação, eu posso falar abertamente da depressão e da ansiedade, e do apoio que eu recebi. Isso trouxe para minha vida um sentido muito bom, de saber que tem vida pela frente. Espero que, cada vez mais, possa estar trazendo essas oportunidades de aprendizado”, disse.

Já Rosalina Silva, também referenciada, define o Crav como um porto seguro: “Em 2019, eu tomei a decisão e eu precisei de uma ajuda profissional, e o Crav me abraçou mesmo, e me encorajou, e eu fiz a denúncia, e minha vida é outra. Eu vivia deprimida, e hoje, esse grupo, me deu segurança social, ajuda psicológica, de serviço social, em tudo. É maravilhoso, esse momento é muito especial e eu já convidei amigas que estão passando pelo que eu passei” .