Não dá para manter a porta de um ônibus com fita adesiva e muito menos gerir um sistema de transporte público apenas com contratos emergenciais
A crise do transporte público em Vitória da Conquista é diariamente agravada pelos improvisos do Governo Herzem Gusmão (MDB). Sem soluções efetivas, a gestão faz apenas reparos (assim como o realizado, com fita adesiva, na porta quebrada de ônibus do Novo Horizonte). A prefeitura não teve êxito em atrair novas empresas para o município, e nesta semana foi obrigada a se render novamente ao contrato de R$ 810 mil com a Novo Horizonte, que opera apenas cinco linhas.
Contratos emergenciais
O transporte coletivo do município vem sendo gerido com um contrato emergencial sob o outro. Em agosto de 2018, a Viação Vitória decretou falência abandonando o lote 1; a Viação Cidade Verde assumiu de forma emergencial ; em abril desse ano a Cidade Verde deixou de operar 5 linhas deste lote; a prefeitura não se atentou para os avisos da empresa, deixou para agir na última hora e foi obrigada a assumir um novo contrato emergencial, agora com a Novo Horizonte, com o valor exorbitante de R$ 810 mil; um mês se passou, a gestão municipal não agiu e precisou renovar com a Novo Horizonte. Agora, em uma corrida contra o tempo e para evitar mais gastos ao município, procuram uma nova empresa para outro contrato emergencial.
Enquanto isso, não há informações oficiais sobre licitação para o lote 1.
Decisões judiciais
Atualmente, quem gere o transporte público em Conquista é o poder judiciário:
1- O prefeito não fiscaliza a atuação clandestina das vans (principal causadora da crise e prejuízos das empresas de ônibus) sob a justificativa de que há uma recomendação do Ministério Público que proíbe esta prática.
3- A prefeitura não tem como pagar o valor firmado com a Novo Horizonte e recorreu à Justiça para obrigar a Cidade Verde arcar com os gastos (ainda não há decisões sobre o caso);
4- Cidade Verde anuncia que irá deixar todo o lote emergencial, prefeitura faz manobra política e decreta intervenção na ATUV , obrigando que a empresa não retire nenhum ônibus do município no período de 60 dias.
Enquanto isso, não há informações oficiais sobre licitação para o lote 1.
Promessas não cumpridas
Durante sua campanha, Herzem Gusmão prometeu a regulamentação das vans, seria liberado a circulação de 80 veículos. Com quase três anos e meio de mandato, não há nenhum avanço para que o transporte alternativo seja regularizado, e cerca de 600 vans circulam ilegalmente.
Ao contratar a Novo Horizonte, o prefeito anunciou oficialmente que, além da passagem ser gratuita, todos os ônibus seriam climatizados. No entanto, o que a cidade vê são veículos sucateados, operando com portas abertas e sendo necessários reparos com fita adesiva. A situação dos ônibus foi motivo de chacota na Internet. (Prefeito fala em ônibus novos; usuário faz registro de porta quebrada).
Enquanto isso, não há informações sobre regulamentação do transporte alternativo, nem de licitação do lote 1… e a prefeitura continua fazendo apenas reparos.