Por JOSÉ MARIA CAIRES – DUPLICA SUDOESTE
A duplicação da BR-116, conhecida como Rio-Bahia, não é apenas uma demanda regional. É uma necessidade urgente, uma questão de sobrevivência e de respeito à vida. O trecho que corta o Sudoeste da Bahia, especialmente entre Belo Campo e Planalto, é um corredor vital para o transporte de cargas, passageiros e para a economia do estado. Mas é também um cenário de perigo constante: ultrapassagens arriscadas, caminhões pesados em fila, acidentes fatais e prejuízos que poderiam ser evitados.
Quando o governo federal concedeu a rodovia à ViaBahia em 2008, já existia a clara obrigação de modernizar e ampliar a BR-116. Os anos passaram, os compromissos não foram cumpridos, e hoje assistimos a uma triste realidade: uma das rodovias mais movimentadas do Brasil continua obsoleta e perigosa. Não há mais tempo para esperar.
Em 12 de junho de 2023, estivemos em Brasília, no gabinete do ministro Rui Costa, para tratar diretamente deste tema. Levamos uma proposta objetiva e viável: transformar os acostamentos em segunda faixa nos 80 km mais críticos do trecho, entre Belo Campo e Planalto. Essa medida emergencial foi bem recebida pelo assessor Marcus Cavalcanti, que reconheceu sua viabilidade técnica. O custo estimado? Cerca de R$ 160 milhões, com base em comparativos recentes de obras no estado, como o asfalto de Caetanos (cerca de R$ 1 milhão por km) e a pavimentação Pradoso–Bate-Pé (R$ 25 milhões para 22 km).
Para quem acha que isso é impossível, basta olhar para o que foi feito em outras regiões do país. Recentemente, viajei de Bento Gonçalves até Porto Alegre e pude constatar que lá transformaram acostamentos em pistas de rolamento, aumentando a fluidez, a segurança e a capacidade da via, sem desperdiçar investimentos futuros. Cada centavo aplicado nesse tipo de intervenção será aproveitado quando vier a duplicação completa.
É hora de agir com pragmatismo e senso de urgência. O trecho Belo Campo–Planalto é um gargalo que trava a economia, expõe vidas ao risco e compromete a logística de todo o estado. Enquanto investimentos significativos são realizados em regiões como Feira de Santana e Itabuna/Ilhéus, o Sudoeste baiano continua à espera de uma solução que já deveria ter sido entregue há mais de uma década.
Não podemos mais tolerar promessas vazias ou discursos protelatórios. É dever do governo federal e do ministro Rui Costa corrigir essa falha histórica. A duplicação da Rio-Bahia, mesmo que de forma emergencial, é possível, necessária e urgente.
O movimento Duplica Sudoeste continuará firme, cobrando, apresentando soluções e defendendo a vida de quem transita por essa rodovia. Cada dia de atraso custa caro demais. É hora de transformar o discurso em obra.
Duplicação já!
JOSÉ MARIA CAIRES – DUPLICA SUDOESTE