Na manhã desta quarta-feira (6), o Instituto Baiano de Metrologia e Qualidade (Ibametro) realizou a aferição dos radares de velocidade instalados nas principais vias de Vitória da Conquista. A ação visa atestar o correto funcionamento dos equipamentos, reforçando a atenção com a segurança viária no município.

A aferição é uma exigência do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e do Instituto Nacional de Metrologia Qualidade e Tecnologia (Inmetro), realizada a cada 12 meses, para atestar que os radares estão funcionando conforme os parâmetros exigidos. Os trabalhos são acompanhados de perto por agentes do Sistema Municipal de Trânsito (Simtrans), que garantem a interdição das vias para que a aferição seja feita de forma segura — e por um representante da empresa que opera os radares.

Pela manhã, foram aferidos os radares nas avenidas Luís Eduardo Magalhães e Juracy Magalhães. No período da tarde, a aferição foi realizada nos equipamentos da Avenida J. Pedral, e à noite serão aferidos os radares nas avenidas Frei Benjamim e Laura Nunes.

Radares implantados em períodos mais recentes (como os das avenidas Brumado, Presidente Vargas e Gilenilda Alves) foram aferidos logo após a instalação, garantindo a precisão das leituras de velocidade, e por isso não foram incluídos nessa etapa.

Coordenadora do Simtrans, Jamilly Alves explica a importância da aferição para a garantia do funcionamento correto dos equipamentos em toda a cidade. “A aferição é uma exigência da Senatran, e é feita a cada 12 meses, ou quando há uma demanda, como casos de denúncia ou após manutenção. A checagem é feita pelo Ibametro, o que torna o processo ainda mais seguro e transparente”, explica.

Durante os trabalhos de aferição, o Simtrans realiza a interdição da via onde o radar está instalado para que o carro do Ibametro passe pelo local, em diferentes velocidades. O veículo é equipado com um dispositivo interno de leitura de velocidade, e a leitura deste equipamento é comparada com aquela realizada pelo radar, para verificar se há ou não divergências.

“Nosso equipamento vem calibrado, e precisamos da pista livre pra gente trabalhar com o carro em diferentes velocidades, 50 km/h, 60 km/h, 80 km/h, pra verificar que não tem conflito entre as leituras. A gente emite um documento que atesta que o equipamento foi aferido, que também serve de embasamento para decisões da Justiça”, afirma Edilton dos Santos, representante do Ibametro.

Ao término de cada leitura, é emitido um certificado atestando que os radares estão calibrados adequadamente, proporcionando leituras precisas e consistentes. Após a conclusão dos trabalhos, o Ibametro emite um laudo que dá o embasamento legal da velocidade medida pelos radares, evidenciando a transparência do processo.