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Prefeitura de Conquista dá calote na Policlínica Regional; saúde beira o colapso

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A Prefeitura de Vitória da Conquista está sem repassar os valores devidos a Policlínica do Sudoeste, administrada pelo Consórcio Interfederativo de Saúde da Região. As parcelas referentes ao custeio operacional do Consórcio, inclusive destinado ao pagamento dos funcionários, também não foram honradas.

A Policlínica Regional foi inaugurada em 12 de agosto. De lá para cá, a gestão do Prefeito Herzem Gusmão Pereira não honrou o pagamento de nenhuma das parcelas, informaram várias fontes ao BConquista.

O site entrou em contato com o presidente do Consórcio, Henrique Tigre (Quinho). Ele informou que não comenta sobre questões administrativas da Policlínica. A reportagem solicitou posição da Prefeitura, mas não obteve resposta até o início da tarde deste domingo.

Quando da criação do consórcio, o líder do executivo conquistense foi contrário à participação da cidade na pactuação. Um dos argumentos do Prefeito era a possível inadimplência de municípios, como já acontecia em outros consórcios. Pereira Gusmão recorria à retórica de que Conquista – como maior cidade integrante da Policlínica – não poderia arcar com despesas de municípios mal pagadores. Ironicamente, municípios menores tem mantido, até o momento, os serviços não pagos pela administração da capital do Sudoeste.

Prefeito sempre se preocupou com os efeitos políticos da Policlínica

O alcaide recorreu a vários argumentos, para não participar do Consórcio Interfederativo de Saúde. Em 18 de dezembro de 2018, o BConquista divulgou com exclusividade o áudio vazado em que Herzem verbaliza os motivos da rejeição à policlínica.

“A prefeitura bota recurso pra um bosta daquele. Rapaz… Ah!”
“Manda Quinho [prefeito presidente do consórcio] pra puta que o pariu!

Ouça o áudio publicado em primeira mão pelo Blitz Conquista;

Discurso messiânico

Além da revelação das verdadeiras intenções do prefeito com a Policlínica, desconhecidas da população conquistense, o áudio publicado desconstrói o discurso messiânico de Gusmão Pereira.

Sem dotação para manter o básico

Mesmo recebendo em dia os recursos federais destinados a saúde, a Prefeitura de Conquista não consegue honrar compromissos com muitos fornecedores e prestadores de serviço. Até um microempresário, fornecedor de quentinhas, foi à Câmara Municipal reclamar do atraso no pagamento. (Empresário reclama de calote da Prefeitura de Conquista)

Neste final de semana, a Santa Casa suspendeu, mais uma vez, os atendimentos não urgentes e cirurgias eletivas (Prefeitura não cumpre acordo e Santa Casa volta a suspender atendimentos). A Prefeitura deve ao hospital mais de R$ 4 milhões, referentes aos serviços de saúde prestados. Sem os recursos, a unidade de saúde está sujeita a interromper, em sua totalidade, o atendimento pelo SUS.

Quem precisa de remédio também passa por dificuldades. Faltam aproximadamente 40 medicamentos na Farmácia da Família. O problema também acontece na unidade central da Farmácia da Família, na Praça Vitor Brito. (Cerca de 40 medicamentos estão em falta na Farmácia da Família, em Conquista)

“Fui ontem no CEMAE e também está em falta, a farmácia estava fechada. Isso é um descaso. Se a pessoa não tem condições de comprar, vai fazer o quê?”, reclamou uma cidadã que não tem condições de comprar os medicamentos.

* modificado ás 12h57 deste domingo (22), para atualização de informação.

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