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Vereadores encontram lixo contaminante, transportado irregularmente, armazenado em local inadequado em unidade de saúde

Postos da Zona rural estão  sem recolhimento de lixo hospitalar e medicamentos com validade vencida há mais de três meses

Em visita surpresa, vereadores que compõem a Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Vitória da Conquista flagraram lixo perfuro-cortante contaminante armazenado de forma inadequada no posto de saúde Régis Pacheco, localizado na Av. Otávio Santos.

A comissão formada pela vereadora Viviane Sampaio (PT) – Presidente, e pelos vereadores Cícero Custódio (PSL) – relator e Adinilson Pereira (PSB) – Membro, estiveram na unidade na manhã dessa segunda-feira, 13. Ao averiguar as instalações do posto, a comissão constatou que havia um grande volume de lixo contaminante ao lado da sala de curativos, revelou Viviane. A vereadora informou que perguntou a diretora da unidade sobre o lixo hospitalar e foi esclarecida que duas vezes por semana o veículo passa na unidade para coleta. Porém, o grande número de caixas era por conta da mudança de endereço da Secretaria de Saúde. O lixo contaminante do prédio antigo, ao invés de ser recolhido pela coleta especializada e descartada, foi levado para o “Régis Pacheco” de forma clandestina.

O problema do lixo não está resumido a uma única unidade. Na zona rural o problema é generalizado. Na maioria das unidades básicas de saúde, o lixo hospitalar está amontoado ha mais de três meses.

Lixo contaminante é armazenado há mais de seis meses nas unidades de saúde de Conquista

Na unidade de Batepé, além do lixo contaminante, há caixas de medicamentos que venceram a validade no mês passado e não foram descartados. Lá, também, a população reclama da falta de ambulância. Quem precisa de transporte urgente para atendimento médico tem que fretar carro e desembolsar R$ 150.

Na última sexta-feira, 10, o prefeito Herzem Gusmão Pereira e a Secretária de Saúde, Ceres Almeida, refutaram denúncias do deputado Jorge Solla sobre a situação nos postos de saúde.

O prefeito se esquivou ao falar sobre os medicamentos vencidos e se ateve a dizer que “nenhum medicamento adquirido pelo governo atual está com prazo de validade vencido. E temos os registros em fotografias feitas na transição do governo, com inúmeras caixas de medicamentos vencidos que foram entregues pela gestão anterior”. Mas, não esclareceu sobre as caixas de medicamentos vencidos no mês passado, como mostram os registros do Blitz.

Medicamentos venceram no mês de outubro de 2017 e não foram descartados.

O prefeito Herzem Gusmão também condenou as denúncias feitas por Solla: “Todas são denúncias inverídicas, infundadas, irresponsáveis. Isso não é digno de um parlamentar”, e culpou a administração anterior por problemas existentes.

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